(Pink Floyd - Wish you were here)
So... so you think you can tell Heaven from Hell, blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail? A smile from a veil?
Do you think you can tell?
How I wish, how I wish you were here.
A porta mais bem fechada é aquela que pode deixar-se aberta
(Pink Floyd - Wish you were here)
So... so you think you can tell Heaven from Hell, blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail? A smile from a veil?
Do you think you can tell?
How I wish, how I wish you were here.
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"O Hospital de Braga cobra 152 euros às vítimas de violência doméstica, apesar de a Lei isentar estes utentes do pagamento de consultas e taxas moderadoras. De acordo com o jornal «Público», o decreto-lei é de Maio de 2007, mas ainda não está regulamentado. Por isso, cada hospital aplica o preceito de maneira diferente.
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(Zero 7 - In the waiting line)
(Imagem - Gustav Klimt)
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Labels: humor negro
Acabei de ouvir, na televisão, uma notícia espantosa: os elementos da PSP vão ser submetidos a um exame de tiro para apurar da sua perícia no uso de armas de fogo. Os que não provarem ter uma boa pontaria ficarão reprovados no dito exame, e consequentemente proibidos de usar armas daí em diante, no seu trabalho do dia a dia. Fiquei perplexa. Conhecida como é a penúria de equipamento destribuída aos guardas - que têm que adquirir, pelos seus próprios meios, fardas, coletes à prova de bala e até as próprias balas - imagina-se o vasto treino que estes homens terão de carreiras de tiro...
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15.000 ventos já passaram por esta porta, diz-me o contador que está lá em baixo.
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Para hoje, um clássico eterno: Love, de John Lennon.
Para quê complicar o que é simples?
Love is real, real is love
Love is feeling, feeling love
Love is wanting to be loved
Love is touch, touch is love
Love is reaching, reaching love
Love is asking to be loved
Love is you, you and me
Love is knowing we can be
Love is free, free is love
Love is living, living love
Love is needing to be loved
(Nota: Uma sugestão musical encontrada nesta especialista em Beatles.)
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Não é de agora a minha decepção com os critérios que, nos últimos anos, têm presidido à atribuição do Nobel da Paz. Do inicialmente alto grau de exigência que reconhecia feitos de personalidades extraordinárias (no sentido de "invulgares") ao serviço de causas inequivocamente dedicadas ao bem da Humanidade, de uma forma altruísta, passou-se a uma moeda de troca política, conveniente e adaptada às circunstâncias.
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Labels: absurdos, prémios, sinais dos tempos

Às vezes sou o Deus que trago em mim
E então eu sou o Deus e o crente e a prece
E a imagem de marfim
Em que esse deus se esquece.
Às vezes não sou mais do que um ateu
Desse deus meu que eu sou quando me exalto.
Olho em mim todo um céu
E é um mero oco céu alto.
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Passam hoje 60 anos sobre a morte de uma das mais fascinantes e ímpares personagens da história da Humanidade. A última urna conhecida contendo as cinzas de Gandhi foi hoje lançada ao mar, simbolicamente, em frente a Bombaim.Fazem falta, cada vez mais, homens como ele. Mas estou a pedir muito: se aparecesse só um, e só levemente parecido com o Mahatma, já estaríamos com muita sorte.
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Hoje de manhã, divertiu-me uma notícia insólita na televisão, a desviar atenções da novidade pardacenta da remodelação ministerial.
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(O Extremo Sul - José Miguel Wisnik)
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O Porta do Vento foi distinguido com um simpático selo de qualidade, atribuído pela T do Dias que Voam. Agradeço a honra e espero continuar a merecê-la, embora com muito pouco tempo disponível nos últimos dias. De tal maneira que nem tinha dado por esta distinção.
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Passam hoje pela Porta do Vento as últimas bicicletas de uma série que se estendeu por 12 posts. E esta série encerra precisamente como começou - com uma das minhas vozes e uma das minhas canções preferidas: Katie Melua, em Nine Million Bicycles. Que voltem todas para Pequim, de onde partiram em Agosto de 2007 para entrar, pela primeira vez, por esta porta. Todos os giros têm um final, e este chegou à linha da meta. Sem vencedores nem vencidos, mas com boas músicas e imagens curiosas. Outros temas virão.
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"Paulo Teixeira Pinto, ex-CEO do Millennium BCP, afirma não ter recebido uma «indemnização de 10 milhões de euros» pela renúncia ao referido cargo, nem sequer pela rescisão do contrato de trabalho enquanto quadro do banco, apenas lhe tendo sido paga «a remuneração total referente ao exercício de 2007». Mais informa que passou à situação de reforma «em função de relatório de junta médica»."
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(...) Rádios e televisões oficiais estão a transmitir um apelo das autoridades eleitorais para que o povo cubano se dirija "massivamente" às urnas, "com entusiasmo e espírito revolucionário e com a certeza" de que se trata de um processo "transparente e democrático". Estas eleições serão uma nova demonstração da decisão e vontade do povo cubano de defender o presente e o futuro da pátria", acrescenta o apelo.
sim!... quem é o espírito de má fé que duvida disto??? A democracia em Cuba é uma evidência. Honi soi...
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Labels: absurdos, humor negro, política
That's why some of us have to get great boobies and nice legs... no matter how!
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Labels: domingo, ilusões, imperdíveis, televisão
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Labels: humor
Madrid continua a mesma cidade imparável de sempre.
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Um norte-americano e um português trocam galhardetes.
Diz o americano:
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Labels: avisos à navegação, curiosidades, televisão
Na minha geração o verbo amar não se conjuga em voz alta, porque as pessoas da minha geração não sabem dizer o amor. Sabem senti-lo, sabem fazê-lo e sabem sentir-lhe a falta. Sabem dá-lo e recebê-lo sem reservas, sabem viver com ele e até morrer por ele. Mas não sabem dizê-lo.Não falo, evidentemente, dos poetas, prosadores e letristas. Esses tratam as palavras por tu, afagam-nas e brincam com elas como se fossem brinquedos. Refiro-me aos cidadãos comuns, reféns de um estranho atavismo geracional que aboliu, sem apelo nem agravo, a confissão expressa do mais belo sentimento que existe.
Quando começámos a ter idade para os primeiros namoros, o léxico de que dispúnhamos era limitadíssimo: era francamente "piroso" ir além do tímido gosto de ti. Gosto muito de ti ainda era admissível, mas ficava reservado para os momentos mais empolgados. E tudo tinha que ficar dito assim, de uma forma acanhada e pobre, entregue à imaginação e interpretação de quem recebia a mensagem. Depois, saltava-se do gosto de ti para a enorme desproporção do adoro-te. Pelo meio, irremediavelmente proscrito, ficava o tal amo-te que era absolutamente impensável, caso mesmo para a total desclassificação social.
E assim crescemos e amámos, impedidos de exprimir com inteira liberdade o que sentíamos, privados de um verbo essencial. Aprendemos a socorrer-nos de truques - a tradução para outras línguas - je t'aime ou I love you eram não só expressões permitidas como muito apreciadas. As canções românticas falavam por nós, livres do preconceito linguístico. Eram a nossa vingança. Também os cantores brasileiros eram, muitas vezes, os nossos preciosos Cyranos, acrescentando o mel da pronúncia ao proibidíssimo eu te amo.
Hoje em dia tudo isso mudou radicalmente, a ponto de termos caído no extremo oposto. Antes assim, apesar de tudo. Mas, quando vejo os concorrentes de um qualquer reality show, de lágrima ao canto do olho, esbanjarem pungentes "amo-te muito" com total displicência, atirando-os através do ecrã aos avós, pais, namoradas e animais de estimação (praticamente em igualdade de circunstâncias), lembro-me da falta que me fizeram esses mimos quando queria pronunciá-los e não podia. Porque não me ficava bem dizê-los. Porque arranhavam o ouvido e se enrolavam na língua, não tanto por culpa de uma fonética arrevesada como de um preconceito idiota.
(Clã - Problema de expressão)
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Acabei de ouvir Marcelo Rebelo de Sousa dizer que Hillary Clinton ganhou em New Hampshire porque chorou em público. Ao que parece, comoveu-se e soltou umas oportuníssimas lágrimas, quando uma velhinha lhe perguntou como reagia ao excesso de pressão desta campanha. Concluíu Marcelo que a senhora mostrou, desta forma, uma faceta mais humana que lhe rendeu votos preciosos. Talvez tenha razão, não sei. De qualquer maneira, ver alguém chorar por votos, a mim, parece-me hillaryante.
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(O mio babbino caro - Madama Butterfly / G. Puccini)
O mio babbino caro, mi piace è bello, bello;
vo'andare in Porta Rossa a comperar l'anello!
Sì, sì, ci voglio andare! E se l'amassi indarno,
andrei sul Ponte Vecchio, ma per buttarmi in Arno!
Adenda: E pronto, cá está ela: a maravilhosa Dame Kiri Te Kanawa, em honra de um novo comentador deste blog. E, assim, já são duas as senhoras que ameaçam atirar-se ao Arno do alto da Ponte Vecchio, se o seu amor não for correspondido. Em Florença, até um suicídio tem outro estilo.
Adenda 2: E vão três. A bela Anna Netrebko junta-se à festa, e de repente descobrimos que Puccini também pode ser muito sensual. Eu não digo que trato muito bem os meus comentadores? Melhor é impossível!
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(M.C. Escher)
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