Mostrar mensagens com a etiqueta celebrações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta celebrações. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Ainda a propósito de aniversários...


Conselhos para agradar apesar de tudo

Ter um sorriso nos lábios e uma flor na lapela.

Vestir-se com tecidos suaves, veludos, tweed, caxemira, que dêem vontade de acariciar.

Para não cheirar a velho, retirar dos bolsos as bolas de naftalina e pôr um pouco de perfume distinto, que dê vontade de cheirar.

Não usar cores demasiado vivas, mas as tonalidades da sua estação, o Outono.

Comer feijões finos para ficar extrafino.

Ser desenvolto, leve, nunca pesado. Como os elefantes para atravessar o lago gelado, caminhar na ponta dos pés. Saltar para não se afundar.

Não falar como um livro, não se tornar grave e sentencioso, ficar malicioso, troçar de si e de todos.

Ser pessimista e jovial. Saber dizer asneiras.

Cultivar o inútil e as rosas, o escárnio e as abóboras-meninas.

Aprender de cor poesias para poder dizê-las sem óculos e no escuro.

Ser curioso e ambicioso.

Não se queixar, de manhã, de ter dores por todo o corpo. Pensar que as pequenas dores nos fazem companhia, ocupam o espírito, ficamos amigos. E quando já não as temos, aborrecemo-nos. Lembrem-se que, «passados os cinquenta anos, se acordarmos sem ter nenhuma dor, é porque estamos mortos», mesmo.

Jean-Louis Fournier

(O humor corrosivo de Jean-Louis Fournier, roubado no Zoo Bizarro , o blog do meu amigo JG)

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Parabéns, Roberta Flack

Roberta Flack faz hoje 69 anos. Parabéns! Encheu os meus dias longínquos de canções lindas. Não nego a beleza da celebérrima Killing me softly, mas tem sido tocada e repetida à exaustão e, como acontece nestes casos, fiquei saturada dela. Aqui fica a minha preferida. E continuo na onda da nostalgia, não há dúvida...

(Roberta Flack - The first time ever I saw your face)

Nota: Ofereço esta música ao meu querido cunhadinho Diogo, que faz hoje anos também e está sozinho, desterrado, sem a sua Saidinha. Não me esqueci, vês? E ninguém me lembrou, juro!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

15.000


15.000 ventos já passaram por esta porta, diz-me o contador que está lá em baixo.

Obrigada a todos, sejam brisas suaves ou nortadas mais agrestes. Começo a sentir uma certa responsabilidade em tudo o que digo aqui...

sábado, 5 de janeiro de 2008

O dia em que o rei fez anos


Parabéns pelos reais cumpleaños, majestade!
Que conte muitos, a mandar calar quem não devia abrir a boca.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Rescaldo

Natal: nascendo o esquecimento

Sentada na mesa farta, farto-me de pensar. Não se faz luz nos castiçais da memória.
Decoro as cobiçosas entradas sobre a mesa, desadornando as saídas da minha mente.
Os meus pensamentos voam como borboletas poisando no fulgir da árvore matizada. Deslizo no brilho das bolas e na imponência das fitas. Esqueci-me de uma fita no presente da minha mãe.
No meu presente, não esqueço o maravilhoso laço que nos liga. Acho que passará bem sem fitas!
Destaco a fita-cola de cada um dos papéis que envolvem os meus presentes. Que tenho eu para dar? Terá valor o que tenho para oferecer?
Embrulhei-me na azáfama, vendo o tempo sempre a escassear. A venda do consumo consumia-me os olhos. Vendo bem, estaria eu a vender-me?
Comprei o que pensei que faria as pessoas felizes. Fugaz felicidade em saquinhos.
Em cada saquinho estava uma prenda, mas isso não faz de mim prendada.
Não se prendam com o que digo. Muitas pessoas se alegram hoje, embora dando importância a diferentes conteúdos.
Eu apenas acho que me esqueci de alguma coisa… Não havia alguém que fazia anos hoje?

Nota: Encontrado aqui, onde as palavras são escolhidas a dedo e misturadas com sabedoria e talento.

domingo, 23 de dezembro de 2007

UM BOM NATAL

Amigos de sempre, amigos recentes, amigos de um dia que ainda há-de vir:

Para todos os que passam por esta Porta, um Feliz Natal, com mais Alegria e Paz do que embrulhos e laçarotes.
Nota: Ninguém me levará a mal que deseje, especialmente, um óptimo Natal à Ana LC, que tive a alegria inesperada de ouvir ao telefone, ainda há pouco. A vida não nos derrota, Ana. Muitos e felizes Natais!

domingo, 11 de novembro de 2007

Castanhas de S. Martinho


Mesmo com este calor e a 1€ a meia dúzia (inacreditável, não é?) é obrigatório comer castanhas hoje. É uma tradição, e esta, para mim, ainda é o que era. Talvez só porque gosto muito de castanhas assadas. E já que se fala em tradição, aqui ficam alguns ditos populares sobre este petisco de S. Martinho:
• A castanha tem uma manha, vai com quem a apanha.
• Castanha que está no caminho é do vizinho.
• Castanhas do Natal, sabem bem e partem mal.
• Da castanha ao cerejo, mal me vejo.
• No dia de São Martinho, há fogueiras, castanhas e vinho.
• Na família da castanha o pai é pingão, a mãe é raivosa e a filha é amorosa.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

10.000

Em 6 meses, 10.000 visitantes passaram por esta Porta do Vento.
Quem diria?

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Alfredo Keil e a República

«No centenário da sua morte, surgem a lume algumas verdades: que Alfredo Keil nunca foi republicano, que não era um pintor sofrível e antes de grande qualidade, um músico elegante e empenhado e que A Portuguesa foi um acaso, um feliz acaso mas um acaso!»
Notícia da Lusa, que acrescenta:
«Alfredo Keil, autor do Hino Nacional, cujo centenário da morte se completa quinta-feira, foi um "homem genuíno do século XIX, pela sua formação cultural", afirmou à Lusa a historiadora Ana Xavier, uma estudiosa da sua obra. "Ele fez todo o percurso de uma figura genuína do século XIX, nomeadamente a viagem que encetou pelas principais cidades europeias, além da sua formação", disse a investigadora.
Alfredo Keil foi "um homem programático, que sabia o queria e que, curiosamente, se torna conhecido por algo que não programou, por um impulso, levado pela reacção nacionalista ao Ultimato inglês [1870]", sublinhou Ana Xavier. "A Portuguesa" foi "absorvida pela República, sem Keil nada ter feito por isso, tanto mais que não há um único elemento que nos indique qualquer referência republicana em si". "A Portuguesa", que rapidamente se tornou popular, foi adoptada como hino nacional em 1911.
Além de "A Portuguesa", Keil foi autor de várias polcas, valsas, peças para piano além de óperas, de que "A serrana" é a mais conhecida, havendo outras que nunca foram levadas à cena no século XX como "Irene" e "Dona Branca". (...) Para o maestro João Paulo Santos, que em 2002 levou à cena "A Serrana" no São Carlos, Alfredo Keil é um compositor que "procurou um idioma nacional para a música".
Mas a par da composição, Alfredo Keil "foi um pintor compulsivo e apaixonado" tendo-se inspirado muito nas paisagens da zona de Sintra, onde tinha casa. Estudou pintura em Munique e Nuremberga e mais tarde em Lisboa. Expôs pela primeira vez em 1875, tendo recebido duas medalhas de bronze. Concorreu à Exposição Universal de Paris de 1878, onde obtém uma Menção Honrosa, e no ano seguinte recebe uma medalha de ouro na exposição do Rio de Janeiro. Em 1890 expõe em Madrid, sendo condecorado com a Ordem de Carlos III. Era um pintor bem aceite na sua época e vivia essencialmente da pintura, embora tivesse fortuna familiar. Em 1890 abre uma galeria em sua casa, que se situava no número 77 da Avenida da Liberdade em Lisboa. "Vendeu quase tudo" e o próprio Rei D. Luís comprou algumas telas para a sua galeria no Palácio da Ajuda, segundo João Paulo Santos. O pintor e compositor oferecerá aliás ao monarca o primeiro volume das suas obras musicais, editado pela Neuparth. (...)
Keil, que começou a pintar aos 14 anos, traz uma técnica diferente e isso mesmo lhe nota o crítico de arte António Enes, aquando de uma das suas exposições. A crítica de arte relativamente a Keil foi sempre "exacerbada", diz António Rodrigues, referindo que o Grupo Leão, dominado por Silva Porto, "preferiu antes ignorar Keil, pelas suas origens românticas". "Podendo ter sido um diletante, até porque era originário de uma família abastada que fez empréstimos à Coroa, o pintor foi essencialmente um artista empenhado na sua sociedade, um incansável trabalhador que com afinco tanto se aplicou na música como na pintura", frisa António Rodrigues, sendo esta opinião partilhada por João Paulo Santos e Ana Xavier. (...)
Uma outra faceta desconhecida de Alfredo Keil é a de coleccionador e museólogo em termos profissionais, tendo chegado a organizar um museu de instrumentos musicais que no final da vida foi disperso. Parte deste espólio integra actualmente o Museu da Música, ao Alto dos Moinhos, em Lisboa. "Além de vários instrumentos, alguns fazendo parte da exposição ao público, há no Museu também várias partituras suas", disse à Lusa fonte da instituição. Esse museu, cujo catálogo foi escrito por Keil, reunia 400 objectos da Europa, África e Ásia. »
Lisboa, 02 Out (Lusa) - excerto

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Dia do animal



Parece que hoje é o dia mundial do animal.

Aproveito para recomendar um novo blog:
É um jardim zoológico especial, onde nem sempre se distinguem os racionais dos irracionais.

Exactamente como cá fora, aliás.

Turning point


Há 50 anos, uma esfera metálica rumou em direcção ao cosmos e ao mais ousado sonho da humanidade.

E nunca mais nada foi igual.

Há 50 anos, a net era uma utopia.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

5.000. Quem diria?


Olha, já são 5.000!!

Um brinde ao bonito número de visitantes deste blog, em menos de 4 meses de existência.
Obrigada a todos.
Já que brindamos com Verdi, que seja também com um bom Verdelho. E porque não um queijinho de Azeitão, para ajudar à festa?