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quarta-feira, 16 de abril de 2008

De malas aviadas


Chegou o dia deste blog escapar pela sua própria Porta, que está sempre entreaberta, e deixar-se levar pelo Vento para outras paragens. Para quem não sabia ainda, estamos de malas aviadas para o Sapo, que me acenou com a promessa de transformar-se em príncipe e a cumpriu em pleno, até agora. A toda a equipa do Sapo, personificada no Pedro Neves - o meu Sapo/Príncipe de serviço - agradeço a atenção e a paciência que teve com as minhas dúvidas informáticas e com os pormenores de "decoração". PSB, pega na tua mala também e vem daí. Temos nova casa, e está linda.
Deixo-vos com este delicioso video (o Sapo é esperto, veio logo cantar-me ao ouvido uma canção que é muito especial para mim...) e espero que continuem a aparecer sempre, mas agora aqui: http://portadovento.blogs.sapo.pt. Por favor mudem o vosso link e divulguem. O baile continua lá.

sábado, 19 de janeiro de 2008

De Madrid

Madrid continua a mesma cidade imparável de sempre.

Cheguei ao hotel há pouco, de um evento onde estavam cerca de 600 pessoas, num belo palacete neoclássico que pertence ao consulado italiano. E muitas dessas pessoas seguiram para mais "unas copas", por aí.
Por lá as "copas" não faltaram, nem o luxo de um cocktail em que ficámos todos mais do que jantados. O núcleo duro da empresa que organizou o evento esteve hoje a trabalhar toda a tarde a uma velocidade alucinante, para assegurar o êxito que todos testemunhámos. Mais: sei que combinaram um pequeno almoço de trabalho para amanhã, às nove e meia da manhã, uma reunião de balanço do dia de hoje e para delinear estratégias futuras. Assim mesmo: um desayuno a um sábado, bem cedo, depois de uma festa de arromba.
Mas, pasme-se: foi esse mesmo grupo, apesar de tudo isto, o principal impulsionador da ideia de partir dali para "la noche". Fantásticos hermanos nuestros, que têm um fôlego de se lhes tirar o chapéu!
Uma amostra da música que me acompanhou na viagem de volta: o velho álbum Fisica y Quimica, de Joaquin Sabina.

(Joaquin Sabina - A La Orilla De La Chimenea)

sábado, 5 de janeiro de 2008

De Istambul, com amor

Entre mim e Istambul há uma paixão antiga. Começou há muitos anos, com um pianissimo e inocente flirt que prometia grandes voos, mas afinal se deixou adormecer devagarinho e acabou por ser cilindrado pela voragem da vida. Mas o limbo do tempo manteve a paixão viva, porque voltou agora, em cheio, sem sequer se fazer anunciar.

É um mundo que tem muito em comum comigo: ambos vestimos várias peles, ambos gostamos de mistério e de exotismo, ambos somos feitos de uma matéria absorvente, flexível, em permanente mutação.
Talvez por isso me sinta tão bem lá. Costumo ter facilidade em fundir-me com os sítios onde vou, e em poucos dias tenho alma de nativa. Mas em Istambul isso foi-me especialmente fácil e natural. A cidade oferece as suas muitas faces a quem a quiser descobrir, mas há que respeitá-la e entendê-la para fruí-la inteiramente.

Além disso, uma viagem a Istambul é para nós, portugueses, uma alucinante e surpreendente descoberta de muitas das nossas origens e tradições: de repente, entramos na belíssima Mesquita Azul (nesta viagem, eu acordava e adormecia com a mágica imagem da mesquita em grande plano, emoldurada pela janela do meu quarto... como não sonhar com garbosos Aladinos, sobrevoando os minaretes nos seus tapetes ondulantes?) e descobrimos, fascinados, o catálogo completo de padrões das nossas chitas de Alcobaça estampado em azulejos e frescos, decorando paredes, arcos e abobadilhas; dobramos uma esquina e o inconfundível cheirinho de castanhas assadas invade-nos as narinas, vindo de um carrinho igual aos nossos (pré-ASAE, claro), com um vendedor que as arruma uma a uma, criteriosamente; no deslumbrante Harém do palácio Topkapi encontramos ruas inteiras de pequenos seixos rolados, pretos e brancos, em desenhos caprichosos que nos revelam, sem enganos, a genealogia da calçada portuguesa; um eléctrico (rigorosamente igual aos nossos à excepção da cor, que é encarnada) desce uma rampa íngreme e traz-nos de volta a casa, a Lisboa, num lance de magia; sobre a ponte Gálata comemos uma espécie de sardinha assada sobre o pão, como se estivéssemos na Madragoa ou em Alfama.
E há muitos mais paralelismos: a luz de Istambul é a mesma luz gloriosa de Lisboa, de um branco azulado que não há em mais sítio nenhum, que eu saiba; o Bósforo tem quase a largura do Tejo, com uma Cacilhas asiática em frente, na outra banda, e uma ponte de ferro que apenas difere da nossa no tamanho; a cozinha, mediterrânica como a portuguesa, tem sabores que reconhecemos facilmente e outros que deixámos que se perdessem, com a globalização que já nos engoliu; a simpatia feita de manha, o improviso, a marosca, o fatalismo e outros atributos que nos caracterizam, também a nós, fazem dos turcos uma espécie de portugueses exóticos, mais sensuais e ainda mais aldrabões. Em todas as lojas nos oferecem um delicioso chá fervente de maçã, um ritual sagrado e irrecusável que acompanha o despique da negociação obrigatória de cada compra até à redução do preço a um terço do inicial. O Grande Bazar, com as suas quase 5.000 lojas, é um abismo de tentações. E o Bazar Egípcio (também chamado Bazar das Especiarias) um festim para os sentidos, sobretudo para os gastrónomos como eu.

Istambul é um verdadeiro caleidoscópio: ora nos sai Bizâncio, no seu esplendor de mosaicos de ouro e cores deslumbrantes (o exemplo mais impressionante é a igreja de São Salvador de Chora, um comovente bastião da fé cristã em terras islâmicas, com paredes e tectos cobertos de cenas da Bíblia, de uma beleza rara e em óptimo estado de conservação); ora nos sai Constantinopla, imponente como o império que a baptizou e que por lá deixou vestígios inigualáveis (como a maravilhosa Cisterna da Basílica ou Hagia Sophia, a irmã cristã da Mesquita Azul e uma majestosa manta de retalhos de cultos religiosos); ora nos sai um poderoso marco otomano, com incontáveis mesquitas cujos altifalantes nos minaretes, que propagam arrepiantes litanias de apelo à oração, 5 vezes por dia, e que transformam a cidade (sobretudo ao entardecer, quando começam a iluminar-se) num cenário das mil e uma noites; ora nos sai, finalmente, uma metrópole moderna e fervilhante do lado de lá das pontes, piscando o olho ao ocidente e aspirando por um lugar ao sol da Europa.

Não fosse a Ásia e os seus conflitos, sempre tão omnipresentes, e o sonho estaria mais perto. Mas não é possível ignorarmos, por exemplo, um grupo de mulheres embiocadas em trapos pretos, escondidas atrás de uma grade e separadas dos todo-poderosos homens, no simples acto de rezar, numa mesquita, ao mesmo Deus. Ao mesmo? Não, não pode ser o mesmo. As mulheres muçulmanas são, com toda a certeza, filhas de um deus menor. E é nesse ponto, de uma enormidade inultrapassável, que eu e Istambul nos zangamos e acabamos o romance.
Mas recomeçamos logo a seguir. Porque, afinal de contas, todos os amantes têm defeitos e qualidades.
Nota: A desarrumação do texto deve-se ao facto de eu estar destreinada e de não ter paciência para refazer tudo, até estar tudo em ordem. Como ainda não tenho comigo as fotografias da viagem, socorri-me de outras, encontradas na net. Eventualmente serão substituídas, mais tarde.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Até breve

Agora vou ali,
e já volto!

Que o ANO NOVO traga, a cada um, o que ficou por fazer, por dizer, por Viver. E também o que ficou por sonhar, para que haja sempre expectativa e esperança.
Até dia 4 de Janeiro.

domingo, 4 de novembro de 2007

Madrid


O fim de semana alargado (de 4 dias) em Madrid, que tínhamos planeado, acabou afinal por resumir-se a dois dias bem medidos, porque uma das pessoas que ia connosco teve que voltar a Lisboa mais cedo por razões profissionais urgentes. Foi pena. Mas esses dois dias, apesar das alterações, foram muito bem aproveitados e valeram cada segundo. Madrid vale bem, sempre, cada segundo de estadia.

Na última vez que eu tinha estado em Madrid, tinham passado cerca de 15 dias do pavoroso atentado da Estação de Atocha, e ainda tenho na memória a esmagadora tristeza de uma cidade que sempre me habituei a conhecer fervilhante de vida: nesses dias havia velas acesas e ramos de flores em todas as esquinas, espalhados pelo chão, e uma estranha apatia estupefacta tinha tomado conta das pessoas. À excepção de alguns grupos de oração, não se via praticamente ninguém na rua. Vim de lá impressionada, sem vontade de voltar tão depressa àquela Madrid fantasmagórica, tão diferente do habitual. E desta vez, confesso, ia numa certa expectativa pelo ambiente em que iria encontrar a cidade, sabendo que o tema do momento, como não podia deixar de ser, era a recém-pronunciada sentença do 11-M (designação que os espanhóis adoptaram para a "sua tragédia" de terrorismo islâmico, à semelhança dos novaiorquinos, com a abreviatura 9-11). Felizmente, o meu medo dissipou-se logo à chegada. Madrid renasceu das cinzas, com aquela força anímica de que os espanhóis - calejados pela memória de uma sangrenta guerra civil e pelos imprevisíveis e igualmente sangrentos atentados da ETA - se habituaram a socorrer-se, não permitindo que o Mal os impeça de festejar a Vida. Grande povo!

É claro que, apesar de Madrid estar cheia de forasteiros nestes dias - muitos madrilenos aproveitaram as mini-férias para sair da cidade - as conversas de café e as notícias de jornal dão conta das várias indignações populares, que resultam da clareza inequívoca da sentença jurídica: a confirmação da manipulação mediática do acontecimento por parte do PP, à época no poder (desastrosa jogada política que custou ao partido as eleições que se seguiram, e sobre a qual terá que voltar a prestar contas agora); a absolvição de vários réus, nomeadamente o odiado Rabei Osman "El Egipcio", e também Hassan "El Haski" e Youssef Belhadj, por manifesta falta de provas.
Compreensivelmente, o povo quer ver feita justiça: os 191 mortos e os mais de 1.800 feridos dos atentados de Atocha, não podem nem devem ser esquecidos. Mas o tribunal provou saber julgar com isenção e distanciamento emocional: fixou em 900.000 € a indemnização que receberá cada um dos familiares das vítimas mortais, e condenou a 42.922 anos de prisão Jamal Zougam e Otman "El Ghanoui", ambos como autores materiais dos atentados. Além destes, vários outros réus foram condenados por crimes de associação criminosa e armada, cumplicidade, etc. Dez desses islamitas condenados já estão a fazer uma greve de fome, como protesto pela sentença. Nunca se pode contentar toda a gente, mas creio que a impressão geral que fica deste dificílimo julgamento, é a sua isenção.
Entretanto, Ayman Al-Zawahiri, número dois da hierarquia da Al Qaeda, já apelou à mobilização dos seus seguidores para novos ataques aos interesses dos países ocidentais - EUA, França e Espanha - nos países do Magreb: Argélia, Tunísia, Líbia e Marrocos, por considerar estes países "escravos do Ocidente". A guerra santa, infelizmente, não tem um fim à vista.

Bom, chega de política e de tristezas: Madrid tem sempre uma oferta de Arte invejável, e foi sobretudo por isso que lá fomos desta vez. Com um objectivo específico, antes de qualquer outro: ver a exposição de pintura de Paula Rego no Centro de Artes Reina Sofia. E, neste capítulo, tudo o que eu possa aqui dizer ficará a anos-luz da realidade. Integrada na V Mostra de Cultura Portuguesa, a que Madrid dedica uma série de iniciativas representativas das várias artes em Portugal - música, pintura, fotografia, azulejaria, etc. - a exposição comemorativa de toda a carreira de Paula Rego é a mais completa que foi feita até hoje e é, positivamente, de cortar a respiração. Ocupa toda uma ala do 1º andar do Rainha Sofia, e abrange desde as primeiras experiências académicas da pintora (já geniais, aliás) até aos´trabalhos executados no passado ano de 2006. Quase todos os quadros-ícones da sua obra lá estão: "a mulher-cão", "a família", "o baile", toda a série das "avestruzes-bailarinas", a série sobre o aborto clandestino, etc. São, na sua maioria, quadros de enormes dimensões, que têm um impacto completamente diferente (como é natural) daquele que exerce sobre nós uma reprodução vinte vezes menor, por muito boa que seja.

No meu caso, confesso, foi a total rendição à pintora: além da prodigiosa mestria técnica (unanimemente reconhecida pelos maiores críticos de arte mundiais), está patente, na obra desta mulher, um profundo e impressionante conhecimento da natureza humana, nas suas facetas mais sórdidas mas também nas mais redentoras. A série de pequenos desenhos denominada genericamente "misericórdia", fez-me saltar lágrimas dos olhos, de tão comovente. São cenas de entre-ajuda humana, nas situações mais difíceis da vida de todos nós: aquele conceito a que os cristãos chamam vulgarmente "caridade" e que tão desvirtuado e mal interpretado tem sido ao longo dos tempos. O que mais impressiona nelas é o próprio tema, raramente abordado em pintura. Mas, se há adjectivo que possa aplicar-se à obra de Paula Rego, é mesmo "incómoda". Não só pela violência de algumas imagens, retratadas sem fantasias nem romantismos de qualquer espécie, mas sobretudo pela coragem de abordar temas que não são considerados "estéticos". Paula Rego pinta a realidade nua e crua, pungente e grandiosa na sua complexidade: as figuras femininas são robustas e quase rudes (gente de trabalho, comum, e não modelos de perfeição), mas tão expressivas quanto um ser humano pode ser. A ténue linha de divisão entre seres racionais e irracionais está bem expressa na utilização de animais em poses e situações humanas, a mostrar-nos como estamos todos tão próximos da bestialidade e, por outro lado, como alguns animais se aproximam ou até ultrapassam as nossas so called "melhores qualidades".

Magnífica experiência, é o que tenho a dizer. E de tal maneira forte que, ao subir para ver Picasso (que está no andar logo por cima em toda a sua pujança, inclusivamente com o impressionante Guernica), ficamos perdidos, sem conseguir fazer a mudança de registo e sem conseguir, sequer, aderir ao mestre (e até a Dali, que lá está representado também e que é um pintor que eu adoro). Não nos é possível desligar logo do impacto poderoso de Paula Rego, e esse facto já diz muito sobre a qualidade da sua obra. Volto a dizer: rendi-me incondicionalmente à pintora, embora mantenha que não aguentaria olhar todos os dias para a maioria dos seus quadros e que, só por essa razão, não os queria ter na minha sala. São espelhos incómodos, que nos deixam sem pele. Mas que demonstram bem o poder da arte, quando é boa.

Enfim, a exposição não só vale a pena como é absolutamente obrigatória, na minha opinião. Se lá puderem ir, não deixem de fazê-lo. Ainda estará por lá até ao fim do ano. E se não puderem mesmo, então não percam a esperança: o Museu Paula Rego será uma realidade a curto prazo, em Cascais.

Um pormenor importante: aconselho vivamente o uso do audio-guia (embora não exista em português!!!), que explica criteriosamente as histórias que estão por detrás dos quadros principais, as mudanças de fase e de motivações, e que inclui até explicações da própria pintora. É completamente diferente ter este apoio, sobretudo nas figurações menos óbvias.

Mas nem só de arte vive o homem: embora não tenha dado tempo para o flamenco - estava programada uma visita ao famoso Café de Chinitas, decorado pelo português Duarte Pinto Coelho - a gastronomia é sempre um must em Madrid: não deixámos de cenar perdiz no antiquíssimo Sobrino de Botín (o restaurante mais antigo do mundo, segundo o Guiness), onde continua a comer-se maravilhosamente e onde os preços, curiosamente, não aumentaram muito. O ambiente é fantástico, os empregados são eternos, a comida insuperável. Está sempre completamente cheio, é uma sorte conseguir uma mesa sem reserva. Tivemos sorte.

O mesmo não se pode dizer das esplanadas da Plaza Mayor, onde almoçámos mal e por um preço astronómico. Os turistas tomaram posse dos velhos restaurantes e inflaccionaram os preços, a um ponto ridículo para a qualidade actual. Salvou-nos o Jose Luis, na Castellana, cujos solomillos e o revuelto de gambas e asparragos verdes, ao jantar, nos fizeram esquecer completamente o desaire do almoço.

Resta-me dizer que o belo sol de Madrid nos permitiu passear e andar por las tiendas (não resisto aos sapatos, em Espanha...), e por isso fizemos quilómetros a pé. Tudo está bem quando acaba bem, e só foi pena que tivesse acabado tão depressa. Mas hei-de voltar, quantas vezes possa, a Madrid. Essa é uma das poucas certezas que tenho.

(Paco de Lucia - Entre dos Aguas)

Nota 1: Aqui fica o fabuloso som de Paco de Lucia, que um dia ouvi ao vivo (precisamente no Café de Chinitas), há muitos anos.

Nota 2: Duas notícias curiosas, ouvidas na TVE: a primeira é a de que o "Toro de Osborne" - autêntico símbolo nacional - acaba de fazer 50 anos. Uma centena de exemplares está espalhada por todo o território, lembrando-nos de que estamos em Espanha; a segunda diz respeito a um crime passional, ocorrido recentemente e relatado da seguinte maneira (impensável ainda há poucos anos) - "1o años de carcere para el chico que mató a su novio".
Nota 3: Infelizmente, e embora nos tenhamos falado por telefone mais do que uma vez, não nos foi possível tomar "una copa" com os bloguistas amigos do Codornizes e d'O Meu Cais. Eles estiveram por lá mais dois dias, por isso aconselho a lê-los: são viajantes curiosos e muito mais novos (aguentam bem mais do que eu, que já não tenho o ritmo deles), conhecem Madrid a palmo e sabem aproveitar tudo o que há para ver. Por exemplo, as filas intermináveis (davam a volta ao quarteirão) para o Prado e para o Thyssen desmoralizaram-nos, além de termos tido pouco tempo. Eles, tenho a certeza, não desistiram e conseguiram lá ir.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Fim de semana cultural





Tanto para ver em Madrid: Paula Rego no Reina Sofia, a ampliação do Prado, Dali... estes dias serão para a cultura (que inclui, por supuesto, a gastronomia e o flamenco!).
Deixo-vos com um belo dueto madrileño - A la sombra de un León (Ana Belén e Joaquin Sabina). E prometo contar tudo quando chegar.
Me marcho a Madrid, amigos... Hasta domingo!