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quinta-feira, 6 de março de 2008

A marquesa saiu às 5 horas


A minha amiga Meg, incansável e excelente blogueira, propõe um desafio irresistível a todos os comentadores do seu badaladíssimo Sub Rosa (com novo visual, a propósito): o de glosar, à semelhança do que fez o escritor Paulo Mendes Campos (brilhantemente, como poderão ler no post da Meg) esta frase: A marquesa saiu às cinco horas. A frase surgiu de uma ideia do poeta Paul Valéry:
“Valéry, com seu horror à vulgaridade literária, dizia-se incapaz de escrever um romance por não possuir a coragem de redigir uma frase como esta: A marquesa saiu às cinco horas."
Pois bem, Paulo Mendes Campos inventou novas versões para descrever um episódio tão banal como esta saída da marquesa, com hora marcada. Algumas delas são hilariantes. O que vos peço - a vós, ilustres e bem humorados comentadores desta Porta do Vento - é que alinhem na brincadeira e sugiram as vossas próprias versões, contribuindo para o disparate colectivo. Podem fazê-lo na caixa de comentários da Meg, que ela depois fará um apanhado dos melhores (ou de todos, não sei) e com eles fará um novo post.
Eu já contribuí. Vá lá, juntem-se ao desafio. É divertido e ginastica os neurónios...

(Nota: Não resisti a ilustrar este post com um retrato da nossa Marquesa de Alorna)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Momento ainda mais narcísico


Nariz, nariz e nariz,
Nariz, que nunca se acaba;
Nariz, que se ele desaba,
Fará o mundo infeliz;
Nariz, que Newton não quis
Descrever-lhe a diagonal;
Nariz de massa infernal,
Que, se o cálculo não erra,
Posto entre o Sol e a Terra,
Faria eclipse total!

(Bocage)

Prometo que não falo mais no assunto, mas não resisti.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Love hurts...

Embirro com datas impostas pelo comércio, mas este video é irresistível.
O amor também é humor.

Se não conseguir ver o video, experimente aqui.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Ainda a propósito de aniversários...


Conselhos para agradar apesar de tudo

Ter um sorriso nos lábios e uma flor na lapela.

Vestir-se com tecidos suaves, veludos, tweed, caxemira, que dêem vontade de acariciar.

Para não cheirar a velho, retirar dos bolsos as bolas de naftalina e pôr um pouco de perfume distinto, que dê vontade de cheirar.

Não usar cores demasiado vivas, mas as tonalidades da sua estação, o Outono.

Comer feijões finos para ficar extrafino.

Ser desenvolto, leve, nunca pesado. Como os elefantes para atravessar o lago gelado, caminhar na ponta dos pés. Saltar para não se afundar.

Não falar como um livro, não se tornar grave e sentencioso, ficar malicioso, troçar de si e de todos.

Ser pessimista e jovial. Saber dizer asneiras.

Cultivar o inútil e as rosas, o escárnio e as abóboras-meninas.

Aprender de cor poesias para poder dizê-las sem óculos e no escuro.

Ser curioso e ambicioso.

Não se queixar, de manhã, de ter dores por todo o corpo. Pensar que as pequenas dores nos fazem companhia, ocupam o espírito, ficamos amigos. E quando já não as temos, aborrecemo-nos. Lembrem-se que, «passados os cinquenta anos, se acordarmos sem ter nenhuma dor, é porque estamos mortos», mesmo.

Jean-Louis Fournier

(O humor corrosivo de Jean-Louis Fournier, roubado no Zoo Bizarro , o blog do meu amigo JG)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Não havia necessidade


adoeci. nada de grave. constipado. o pingo, no seu estalactítico vaivém, sempre abeirado da queda. é uma chatice. nada de mais. passei numa farmácia para comprar uns medicamentos. chamava-se sanitas. bem sei que estar doente é uma merda, mas não era preciso isto.


Nota: Encontrado aqui, onde já não passava há algum tempo. Por puro esquecimento, porque sempre que por lá passo encontro alguma coisa que me faz tirar o chapéu ao autor. Devo prevenir os incautos de que os textos às vezes são "da pesada" para ouvidos (ou olhos) mais sensíveis. Mas garanto que vale a pena ultrapassar esse pormenor, pela genialidade de alguns posts. Parabéns ao Azia.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Regras para um bom português


1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É absolutamente desnecessário empregar um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisistico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.

5. Fuja de lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out, palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, tá fixe?

9. Palavras de baixo calão podem transformar o seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma ideia várias vezes.

15. Seja mais ou menos especifico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação correctamente o ponto e a virgula especialmente será que já ninguém sabe utilizar o ponto de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca! O seu texto fica horrível!

25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia nelas contida, e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessivel, forçam desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a lingúa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu texto pobre - causando ambiguidade - e esquisito, ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.

29. Outra barbaridade que você deve evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carago!

Nota: Texto recebido por e-mail, de um autor que desconheço.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Bicicletas X

(Vainilla - Bicicleta para dos)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Património bloguístico

Além dos autores do Corta-Fitas (uma das minhas paragens diárias na blogosfera), que são de grande qualidade, este blogue tem um património precioso e invulgar: os comentadores anónimos. São de uma fidelidade canina e têm graça, normalmente. Não sei se serão uma única pessoa, que se desdobra em várias personalidades, ou, até, se serão heterónimos dos próprios autores do blogue, num exercício de "pescadinha de rabo na boca". Não sei, nem me interessa. Sei que me divertem, e que são uma das razões pelas quais nunca deixo de lá ir espreitar.
Dou-vos um exemplo. A esta entrada da Cristina Ferreira de Almeida, já de si bem apanhada, os anónimos reagiram assim:

Anónimo Anónimo disse...

Veja lá mas é se o Joaquim a leva por maus caminhos.

Nunca fiando...

2:18 PM

Anónimo Anónimo disse...

Não olhe para trás, senhora, olhe que ainda vai contra um muro!

2:33 PM

Blogger cfa disse...

Vamos esforçar-nos um bocadinho mais nos comentários, boa? Vá lá, anónimos, vocês conseguem melhor!

3:08 PM

Anónimo Anónimo disse...

Terá encontrado o Joaquim de Almeida?

3:19 PM

Anónimo Anónimo disse...

Oh, muito pior que isso foi a minha vida antes de ter conhecido a Juliana Paes.

3:26 PM

Anónimo Anónimo disse...

Se tentou apoiar-se numa perna, mexer no cabelo e falar-lhe com voz doce, o mais provável é que o Joaquim seja gay, apesar da voz máscula e firme.

3:39 PM

Blogger Pedro Correia disse...

Esse gajo é trolha?

4:02 PM

Anónimo Anónimo disse...

Sr. Correia, era favor esforçar-se um bocadinho mais.

4:47 PM

Blogger cfa disse...

Se o Joaquim fosse trolha era perfeito, ainda fazia uns arranjinhos na casa; Se fosse o Joaquim de Almeida fazia ovos mexidos (julgo eu).

5:10 PM

Anónimo j.c. disse...

Não é homem, CFA. Não pode ser homem, porque os homens são perfeitos por natureza. Não precisam de fazer ovos mexidos, nem precisam de fazer coisas básicas: só precisam de saber mandar fazer.
Pode até ser macho. Pode ser um peixinho vermelho. Mas o Joaquim não é homem!...

5:25 PM

Blogger cfa disse...

J.C., lamento informá-lo de que as suas ilhas não constam da memória do meu Joaquim. E não despreze a habilidade de fazer ovos mexidos. Garanto-lhe que leva muitas mulheres à rendição.

5:52 PM

Anónimo j.c. disse...

Três notas, CFA.

1. Um Joaquim sem memória é realmente para lamentar.

2. Não desprezo essa habilidade. Ovos mexidos é coisa que faço com grande qualidade.

3. Maior habilidade é levar muitas mulheres à rendição sem ovos mexidos. Não preciso de ir à cozinha, porque eu sou homem de uma mulher só. Uma de cada vez. Mas só. Ou, quando muito, mal acompanhada...

6:02 PM

Blogger cfa disse...

Ora aí está um comentário engraçado do JC. Contei ao Joaquim e ele disse logo: "Vire à direita". Vejam e aprendam, anónimos do fundo do escalafon!

7:00 PM

Nota: Esta homenagem aos comentadores de blogues alheios não significa, de maneira nenhuma, que os prefira aos da Porta do Vento. Gosto muito dos meus comentadores e não os troco por nenhuns outros. Mas esta assídua troupe de anónimos é, no mínimo, invulgar.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Par gourmandise

Je t'aime aussi par gourmandise...

Estamos no Natal, tempo de mil guloseimas. E há algumas que não fazem desequilibrar a balança. Como esta deliciosa letra cantada, com a maior graça, por quem sabe dizer estas coisas melhor do que ninguém: Aznavour, claro. Quem mais? Ofereço-a a todos os que gostam destas e de outras guloseimas.

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domingo, 16 de dezembro de 2007

Discurso histórico

A selar o famoso Tratado que engalanou Lisboa e levou o primeiro ministro a orgasmos múltiplos de eloquência e protagonimo, aqui fica o comentário do correspondente da BBC, Mark Doyle, em Lisboa:
«The Summit ended, as do most meetings of this sort, with smiling photocalls. The Portuguese Prime Minister, Jose Socrates, gave an extraordinary closing speech which spoke about bridges being built, steps forward being taken, and visions being pursued.
He went off on such an oratorical flight, in fact, that I became mesmerised by the beauty of the Portuguese language and the elegance of his delivery. I was so bewitched that I didn't register any concrete points in the speech at all.
Perhaps there weren't any. But it certainly sounded good».
Acho que está tudo dito. Ninguém como os ingleses para apanhar os ridículos dos outros. O pior é quando não exageram.
Nota: Obrigada ao Manel, que me enviou o texto (que está entre aspas) por e-mail.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Irresistível

É irresistível espreitar as estatísticas de vez em quando, porque se dá de caras com as misteriosas e hilariantes pistas que trazem as pessoas até ao nosso blog. Aqui ao Porta do Vento, há quem venha parar com estas:

"Você não é nenhum resumo do conto vestido"

(Nem quero... prefiro ser o conto inteiro. Mesmo nu.)

"Casamento matinal?"

(Não, amigo, obrigada. Sou noctívaga.)

"Zé aperta o laço"

(À vontade, desde que não seja no meu pescoço...)

"Devolve-me os laços meu amor"

(Desculpe, não posso. O Zé levou-os todos.)

"Pedalando eu vou"

(Então boa viagem, e veja lá não se arme em camisola amarela.)

"Ementas de luxo"

(Aqui tudo é um luxo, meu caro. O que é que pensava, hein?)

"Estátuas maçónicas"

(Perdão? Disso não temos. Deve ter confundido com o avental das ementas de luxo...)

"Filme chocolate projecto de vida"

(Vê, eu não disse? Quer maior luxo??)

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Heavy Chávez Remix

Para acabar de vez com este assunto, aqui está uma boa ideia: em vez de falar nele... dançá-lo! Chávez presta-se, convenhamos: é heavy em vários sentidos. E o remix assenta-lhe como uma luva.

domingo, 11 de novembro de 2007

Puerta di Wind


Hoje é domingo, dia de ócio por excelência. E também de fazer coisas fúteis para encher o tempo. Talvez por isso, lembrei-me de um exercício que me diverte pelo absurdo: usar o tradutor Google que instalei neste blogue, para saber o que lê aqui quem não fala português. Porque "que los hay, los hay". Já tenho recebido mails de estrangeiros comentando o que lêm, dando sugestões, criticando, etc. E é aí, exactamente, que está o problema: no que eles lêm, auxiliados por esta ferramenta perversa e delirante, que distorce tudo e pensa por mim, alterando o sentido daquilo que escrevo.
Vou mostrar-vos. Pego num parágrafo qualquer (por exemplo, o primeiro do post anterior) e traduzo-o para 4 línguas: francês, espanhol, italiano e inglês. Vejam o resultado. Depois disto, nem me atrevo a adivinhar o que acontece com línguas mais distantes da nossa, como o chinês, o sueco ou o árabe.
Nota: Tomei a liberdade (como dizia o Ambrósio à Mme Ferrero Rocher) de salientar as partes mais cómicas das traduções. Reparem, para começar, na tradução sempre criativa de um título simples - De A a Z)
1. Francês (frenchman, como chama o tradutor à língua de Molière) - De à Z

Si j'avais qu'il apprendra toutes les leçons de vie dans une heure et demie, ainsi que dans une espèce de cours intensif et désespéré, choisirait probablement le film « Ryan's daughter », de David Lean. Il est là tout : le Bien, le Mal et tout ce qui a in between, montrés d'une manière il sublime.

(Apesar do título e dos erros de construção, pas mal. É bastante legível.)

2. Espanhol (spaniard, para o Google) - De un Z

Si tuviera eso para aprender todos los lições de la vida sobre una hora y media, tan bien como en una especie del curso intensivo y desesperado, elegiría probablemente la película elRyan a la hija”, de la inclinación de David. Es todo allí: el bueno, el mal y todo qué tiene entre, demostrado en una manera de la sublimación.
(A melhor, aqui, é a "inclinación de David". Para que lado se inclinará o David, na terra de nuestros hermanos?)
3. Italiano - Di una Z
Se avessi quello per imparare tutti i lições di vita in un'ora e calza, come pure in una specie di corso intenso e disperato, sceglierei probabilmente la pellicola “il Ryan alla figlia„, della magra di David. È tutto là: il buon, malvagità e tutto che cosa ha fra, indicato in un senso di sublimazione.
(Além da pérola "della magra di David", um verdadeiro mistério de identidade, a deliciosa "un'ora e calza". Como a fotografia que acompanha o texto é de umas botas, talvez o Google se tenha inspirado nela)
4. Inglês (a jóia da coroa, já que é a língua-mãe do Google) - Of a Z
If I had that to learn all the lições of life in one hour and stocking, as well as in a species of intensive and desperate course, I would choose probably the film “Ryan's to daughter”, of David Lean. It is everything there: the Good, the Evil and everything what it has in between, shown in a sublime way.
(Neste caso, acrescento à brincadeira a citação de David Lean, para verem como este tradutor endiabrado não reconhece a sua própria língua e consegue dar-lhe a volta):
"My distinguishing talent is the ability you put people to under the microscope, perhaps you go one or two layers to farther down than adds to other directors. I've just begun you dare you think I perhaps am the bit of an artist. “

(Outra vez as meias. "One hour and stocking" será um espaço de tempo razoável para aprender lições of life? E vejam como é espantoso como o próprio inglês se auto-destrói, no título do filme.)
Por último, só uma gracinha. Pode estar cheia de erros, mas é uma escrita linda:
لكلّ إيمبرر تثتّي إي ليس دي فيتا في أون'ورا و كلزا, يأكل هو صافية داخل يتلاقى سبس دي كرس شديدة وديسبرتو, أنا إرادة سغليري بروببيلمنت هناك بلّيكلا "إيل فيغرن ألّا„, دلّا دي هزيلة دايفيد. تثتّو ل: إيليخيط بوون, ملفجت و تثتّو ش ها فرا, إينديكتو داخل منظّمة الأمم المتّحدة إحساس دي سوبليمزيون
E é assim este mundo misterioso das traduções do Google. Mas não é tudo mau: no fim de cada página traduzida existe, muito humildemente, um mea culpa que lhe fica bem. Diz isto: "This is a computer translation of the original webpage. It is provided for general information only and should not be regarded as complete nor accurate."
Vá lá... Tirando o fétiche das meias, o tradutor até tem a noção das suas limitações.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Como é lindo o amor europeu

E se eles querem um abraço ou um beijinho... nós, pimba!

domingo, 28 de outubro de 2007

Da utilidade dos varões

Nada de ideias no Metro, à noite, minhas senhoras ...

sábado, 20 de outubro de 2007

Men die first because they want to


E para que não me acusem de ser inflexível neste tema eterno e sempre quente "homens versus mulheres", aqui deixo um texto com graça - e com graça se dizem algumas verdades, há que admiti-lo - que me foi enviado por um amigo, suponho que como provocação, devida à onda feminista dos meus últimos posts. Mantive o inglês porque achei que se perderia muita da sua fina ironia na tradução. Os ingleses são exímios nessa arte.
Como vês, Manel, aqui está ele. Pronunciem-se. Palpitem. E viva o contraditório!


If you put a woman on a pedestal and try to protect her from the rat-race… you’re a male chauvinist.
If you stay home and do the housework… you’re a pansy.
If you work too hard… there’s never any time for her.
If you don’t work enough… you’re a good-for-nothing scum bag.
If she has a boring, repetitive job with low pay… this is exploitation.
If you have a boring, repetitive job with low pay… you should get off your lazy arse and find something better.
If you get a promotion ahead of her… that’s favouritism.
If she gets a job ahead of you… it’s equal opportunity.
If you mention how nice she looks… it’s sexual harassment.
If you keep quiet… it’s male indifference.
If you cry… you’re a wimp.
If you don’t… you’re an insensitive bastard.
If you make a decision without consulting her… you’re a chauvinist pig.
If she makes a decision without consulting you… she’s a liberated woman.
If you ask her to do something she doesn’t enjoy… that’s domination.
If she asks you… it’s a favour.
If you appreciate the female form and frilly underwear… you’re a pervert.
If you don’t… you’re gay.
If you like a woman to shave her legs and stay in shape… you’re sexist.
If you try to keep yourself in shape… you’re vain.
If you don’t… you’re a slob.
If you buy her flowers… you’re after something.
If you don’t… you’re not thoughtful.
If you’re proud of your achievements… you’re full of yourself.
If you aren’t… you’re not ambitious.
If she has a headache… she’s tiered.
If you have a headache… you don’t love her anymore.
If you want it too often… you’re oversexed.
If you don’t… there must be someone else.

Men die first because they want to.

Juntei uma musiquinha adequada a esta declaração de guerra masculina: Le Ballet (Celine Dion). Dancemos, pois.


sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Riscos na coronha


Do terrível naufrágio de um paquete de luxo, salvam-se apenas uma passageira VIP - Claudia Shiffer (por exemplo, mas aqui cada um pode pôr o nome que mais lhe agradar) e um português, membro da tripulação. Conseguem nadar até uma minúscula ilha deserta e levar com eles alguns objectos, com que ele faz uma tenda rudimentar. A princípio o relacionamento entre eles é praticamente nulo e mudo, ela mantendo a pose de estrela e ele a deferência a que estaria obrigado em circunstâncias normais: pesca e cozinha para ela, dorme à porta da tenda para guardá-la durante a noite, acende fogo para ela se aquecer, enfim, cumpre as tarefas básicas, mantendo as distâncias. Mas, com o tempo, a necessidade e a falta de alternativas, a relação começa a estreitar-se e acaba num previsível e tórrido romance entre os dois. Passam a partilhar a tenda e a dividir as tarefas e o idílio dura uns tempos, na maior felicidade. Até que ele começa a entristecer, sem razão aparente. Anda cabisbaixo, embora esteja grato aos caprichos do destino por lhe terem posto no caminho aquela mulher de sonho. Ela, preocupada, pergunta-lhe o que pode fazer para animá-lo:

- Falta-te alguma coisa? Não te faço feliz?

- Claro que sim, meu amor. Não posso ser mais feliz! Mas é que... - e cala-se.

- Diz, diz! Faço tudo o que quiseres para te ver feliz...

- Não sei se me vais levar a mal...

- Claro que não, querido. Diz lá.

Depois de grandes hesitações, ela lá consegue convencê-lo a dizer o que quer. E ele pede-lhe então, ainda a medo:

- Importas-te de vestir a minha roupa, pintar um bigode e pôr um chapéu, como se fosses um homem?

- ???

- Não me faças perguntas. Entras na tenda assim e não dizes nada. Fazes isso por mim?

Estranhando, mas disposta a satisfazer o que pensa ser uma fantasia dele, talvez por causa da rotina sufocante daquela ilha, ela acede. E, mal entra na tenda vestida de homem, ele abre um sorriso radioso como há muito tempo não lhe via:

- Manel !!!!!

- ???

- É pá, sabes quem é que eu ando a comer agora, sabes??? A Claudia Shiffer!!!!!

Notas à margem: Esta velha história, que tem graça, retrata bem os homens numa das suas piores facetas. Ou talvez só (para não cair em generalizações injustas) aquele tipo de homens para quem as conquistas - ou qualquer coisa que interpretem como tal - não valem nada sem o conhecimento dos outros. São os que fazem os chamados "riscos na coronha", uma exibição de plumagens só admissível na adolescência e que para nós, mulheres, demonstra invariavelmente um comportamento infantil. Para não dizer pior, porque essa imaturidade gritante é de uma deselegância a toda a prova. Fica-lhes muito mal. Além disso, quantas vezes o segredo de uma história a dois não é o seu maior atractivo? E quantas vezes a atracção não se desfaz com esse exibicionismo escusado, porque nunca tinha passado disso mesmo: uma atracção, ou o picante que tem sempre um segredo?...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Hillaryante

As permanentes e sonoras gargalhadas de Hillary Clinton, às vezes um tanto despropositadas, levam os americanos a pensar se ela quererá (re)conquistar a Casa Branca rindo dos eleitores.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Computer Help

)(Clique na imagem para aumentar)

Encontrado aqui.

domingo, 14 de outubro de 2007

Futebol poético


Hoje o meu dia amanheceu com poesia. Futebolística.
O comentador desportivo da televisão debitava estas pérolas de sensibilidade poética, verdadeiras trouvailles dignas de um clássico: "Mas a bola negou-lhe o intento, e preferiu o ferro", ou " Na segunda parte, o dois a zero ainda pairava no ar", ou ainda "Surgiu da bruma do meio-campo, imparável".
Estas foram só algumas, as que consegui fixar. Escrevo-as aqui para memória futura, ou para fazer um brilharete com elas quando quiser escrever um poema. Qual Rimbaud, qual quê!...