sábado, 5 de janeiro de 2008
O dia em que o rei fez anos
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ana v.
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De Istambul, com amor
Entre mim e Istambul há uma paixão antiga. Começou há muitos anos, com um pianissimo e inocente flirt que prometia grandes voos, mas afinal se deixou adormecer devagarinho e acabou por ser cilindrado pela voragem da vida. Mas o limbo do tempo manteve a paixão viva, porque voltou agora, em cheio, sem sequer se fazer anunciar.
Talvez por isso me sinta tão bem lá. Costumo ter facilidade em fundir-me com os sítios onde vou, e em poucos dias tenho alma de nativa. Mas em Istambul isso foi-me especialmente fácil e natural. A cidade oferece as suas muitas faces a quem a quiser descobrir, mas há que respeitá-la e entendê-la para fruí-la inteiramente.Além disso, uma viagem a Istambul é para nós, portugueses, uma alucinante e surpreendente descoberta de muitas das nossas origens e tradições: de repente, entramos na belíssima Mesquita Azul
(nesta viagem, eu acordava e adormecia com a mágica imagem da mesquita em grande plano, emoldurada pela janela do meu quarto... como não sonhar com garbosos Aladinos, sobrevoando os minaretes nos seus tapetes ondulantes?) e descobrimos, fascinados, o catálogo completo de padrões das nossas chitas de Alcobaça estampado em azulejos e frescos, decorando paredes,
arcos e abobadilhas; dobramos uma esquina e o inconfundível cheirinho de castanhas assadas invade-nos as narinas, vindo de um carrinho igual aos nossos (pré-ASAE, claro), com um vendedor que as arruma uma a uma, criteriosamente; no deslumbrante Harém do palácio Topkapi encontramos ruas inteiras de pequenos seixos rolados, pretos e brancos, em desenhos caprichosos que nos revelam, sem enganos, a genealogia da calçada portuguesa; um eléctrico (rigorosamente igual aos nossos à excepção da cor, que é encarnada) desce uma rampa íngreme e traz-nos de volta a casa, a Lisboa, num lance de magia; sobre a ponte Gálata comemos uma espécie de sardinha assada sobre o pão, como se estivéssemos na Madragoa ou em Alfama. E há muitos mais paralelismos: a luz de Istambul é a mesma luz gloriosa de Lisboa, de um branco azulado que não há em mais sítio nenhum, que eu saiba; o Bósforo tem quase a largura do Tejo, com uma Cacilhas asiática em frente, na outra banda, e uma ponte de ferro que apenas difere da nossa no tamanho;
a cozinha, mediterrânica como a portuguesa, tem sabores que reconhecemos facilmente e outros que deixámos que se perdessem, com a globalização que já nos engoliu; a simpatia feita de manha, o improviso, a marosca, o fatalismo e outros atributos que nos caracterizam, também a nós, fazem dos turcos uma espécie de portugueses exóticos, mais sensuais e ainda mais aldrabões. Em todas as lojas nos oferecem um delicioso chá fervente de maçã, um ritual sagrado e irrecusável que acompanha o despique da negociação obrigatória de cada compra até à redução do preço a um terço do inicial. O Grande Bazar, com as suas quase 5.000 lojas, é um abismo de tentações. E o Bazar Egípcio (também chamado Bazar das Especiarias) um festim para os sentidos, sobretudo para os gastrónomos como eu.
Istambul é um verdadeiro caleidoscópio: ora nos sai Bizâncio, no seu esplendor de mosaicos de ouro e cores deslumbrantes (o exemplo mais impressionante é a igreja de São Salvador de Chora, um comovente bastião da fé cristã em terras islâmicas, com paredes e tectos cobertos de cenas da Bíblia, de uma beleza rara e em óptimo estado de conservação); ora nos sai Constantinopla, imponente como o império que a baptizou e que por lá deixou vestígios inigualáveis (como a maravilhosa Cisterna da Basílica ou Hagia Sophia, a irmã cristã da Mesquita Azul e uma majestosa manta de retalhos de cultos religiosos);
ora nos sai um poderoso marco otomano, com incontáveis mesquitas cujos altifalantes nos minaretes, que propagam arrepiantes litanias de apelo à oração, 5 vezes por dia, e que transformam a cidade (sobretudo ao entardecer, quando começam a iluminar-se) num cenário das mil e uma noites; ora nos sai, finalmente, uma metrópole moderna e fervilhante do lado de lá das pontes, piscando o olho ao ocidente e aspirando por um lugar ao sol da Europa.
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Até breve
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Rescaldo
Natal: nascendo o esquecimento
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terça-feira, 25 de dezembro de 2007
A compasso
(Astor Piazzolla)
A vida, às vezes, é um tango de passos marcados. Só nos resta dançá-lo, acertando o compasso. Movendo-nos ao ritmo do balanço das águas, em harmonia com os ventos que as agitam. Como fazem os barcos no cais, porque são sábios.
Nota: Esta música não é especialmente natalícia, mas foi o que me apeteceu hoje. Porque não? O Natal não é quando um homem quiser? Então... com a música é a mesma coisa.
Video encontrado aqui.
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domingo, 23 de dezembro de 2007
UM BOM NATAL
Nota: Ninguém me levará a mal que deseje, especialmente, um óptimo Natal à Ana LC, que tive a alegria inesperada de ouvir ao telefone, ainda há pouco. A vida não nos derrota, Ana. Muitos e felizes Natais!
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Postal de Londres
Para mim, a vida dos guardas reais parece-se muito com um infindável ensaio geral para a morte, um papel que qualquer um de nós desempenhará tão bem como eles, afinal, e de improviso.
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sábado, 22 de dezembro de 2007
Calma
A calma é daquelas coisas que só a vida e o tempo nos ensinam. E, mesmo assim, podemos viver uma vida inteira sem aprendê-la: não adianta lê-la nos olhos dos outros, ouvi-la da boca dos outros, percebê-la nos gestos e atitudes dos outros. A calma é muito mais fácil de aconselhar do que de praticar, mesmo para quem já passou por muitas tempestades e lhes sobreviveu.Nota: esta canção de Almir Sater (a prova de que até dos "pirosos" podem sair criações magníficas), muito valorizada também pela voz inconfundível de Maria Bethânia, diz-nos tudo o que é preciso saber:
Ando devagar porque já tive pressa, e levo esse sorriso porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe, só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei...
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Traição!
Tenho recebido nestes últimos dias, de tudo quanto é mulher (de bom gosto, diga-se) os votos de bom Ano Novo de 2008 dados pelo George Clooney, erguendo uma flute de champagne à saúde de "all the beautiful woman in this world".
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Património bloguístico
Além dos autores do Corta-Fitas (uma das minhas paragens diárias na blogosfera), que são de grande qualidade, este blogue tem um património precioso e invulgar: os comentadores anónimos. São de uma fidelidade canina e têm graça, normalmente. Não sei se serão uma única pessoa, que se desdobra em várias personalidades, ou, até, se serão heterónimos dos próprios autores do blogue, num exercício de "pescadinha de rabo na boca". Não sei, nem me interessa. Sei que me divertem, e que são uma das razões pelas quais nunca deixo de lá ir espreitar. Dou-vos um exemplo. A esta entrada da Cristina Ferreira de Almeida, já de si bem apanhada, os anónimos reagiram assim:
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Chávez em Paris
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Uma linha de Mozart...
... para quem, como eu, é viciado neste génio da música. Uma longa linha, aliás (quase 7 minutos). Se fosse de coca, matava.
(Animação - La Linea)
Nota: roubado daqui.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Bicicletas IX
Se llamaba Greta como la famosa actriz ni tan rubia ni tan suelta ni tan frágil ni tan falta de complejos ni tan ágil de reflejos ni tan llena de carmín
Se llamaba Greta y era joven y feliz esperando la llegada de algún tren en la parada confundida sin saber que las heridas son el precio de vivir
Y llegaste tú con tu bicicleta y tu estrecha camiseta a volarle el corazón y llegaste tú pura dinamita con disfraz de agua bendita a volarle el corazón
Se llamaba Greta y aprendió como la actriz a llorar por las esquinas y después como si nada a decir agua pasada estoy curada la estrategia de mentir
Se marchó el ladrón con su bicicleta y sin flores para Greta que esperaba en el balcón pero ya no hay más ya no siente nada ya olvidó aquella jugada ya pasó lo que pasó
Se llamaba Greta y era joven y aprendiz le quedaron cicatrices de los días infelices engreído malnacido consentido ya no piensa más en tí
Ahora espera el tren o quizá la bicicleta o los ojos de otro atleta como no se encuentran dos y vendrá talvez y será un especialista y sabrá como un artista consolarle el corazón
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Pérolas na Blogosfera V
Uma frase com graça apanhada num post do João Villalobos, no excelente Corta-Fitas. "As lágrimas dos outros são apenas água" Um provérbio russo cheio de sabedoria, encontrado no Cão com Pulgas (outro belíssimo blog), do Pedro Aniceto.
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Par gourmandise
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domingo, 16 de dezembro de 2007
Filmes da minha paixão
Pedem-me, o Ricardo e a Júlia, que indique os meus 5 filmes preferidos. Tarefa difícil, escolher só 5, mas vou fazer uma batota: já que o convite vem em duplicado, aproveito para alargar o rol. Aqui mesmo ao lado (à esquerda, no blog), estão alguns dos meus filmes de culto, nos "Louros do Vento". Há bem pouco tempo comentei aqui outro dos meus eternos, "A filha de Ryan". Por isso, os 5 que escolho agora são "além destes". De propósito, vou variar o género: 3. Aventura/Epopeia - "Fitzcarraldo" - o sonho de um melómano aventureiro (levar Caruso e toda a companhia à Ópera de Manaus) e o breve mas delirante eldorado da borracha, na Amazónia. Klaus Kinski, um louco inesquecível. Cláudia Cardinalle, linda. Um filme de Werner Herzog de que poucos se lembrarão, mas que eu adoro. 4. Suspense - "Seven" - um filme arrepiante que me obriguei a ver por ser tão bom. E não me arrependo (achei-o magnífico), mas não o vejo outra vez. De David Fincher, com um actor maior - Morgan Freeman. E o bálsamo da beleza de Brad Pitt, a suavizar o arrepio. 5 -Ficção Científica - "Dune" - David Lynch bem ao seu estilo, num filme surpreendente e de uma estética imbatível. Não passa de moda, ao contrário de outros filmes deste género.
Muitos filmes se seguiriam nesta lista, mas acho que já abusei. Passo a pasta, como se impõe, aos blogueiros Leonor Barros, TCL, Adelaide Amorim, Von e Miguel.(Como é que eu fui deixar de fora Fellini e Visconti??? Esta coisa de serem só 5...)
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Obrigada
Obrigada a todos os meus amigos que tiveram a paciência e a coragem de ter ido ontem à Azambuja para o lançamento do meu livro, nesta época em que todo o tempo está ocupado.E obrigada também a todos os que não puderam estar presentes, e, literalmente, me entupiram o telefone e o computador com mensagens e mails tão queridos que me aqueceram a alma. A todos agradeço, comovida, porque sei que os amigos são o mais precioso dos bens. E os meus são os melhores do mundo!
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Discurso histórico
A selar o famoso Tratado que engalanou Lisboa e levou o primeiro ministro a orgasmos múltiplos de eloquência e protagonimo, aqui fica o comentário do correspondente da BBC, Mark Doyle, em Lisboa:
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sábado, 15 de dezembro de 2007
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Destratado no Tratado
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Receita de Natal
Pegue num punhado de lembranças de conserva e leve a lume brando em água de memórias, deixando ferver lentamente até que todas venham à superfície. Aromatize com humor e ternura em partes iguais, junte imaginação qb para dar colorido e deixe que ganhem volume. Reserve por algum tempo, mas não demasiado.
Deve ficar uma massa delicada mas consistente, branda e sensível ao tacto. Não deixe esfriar, e vá moldando pequenos instantes (ou grandes, conforme a preferência e o apetite) de formas variadas, recheando-os a gosto com surpresas e inspirações de momento.
Tudo fica bem como recheio: picante, doce e agri-doce, dependendo dos comensais. Sirva quentes, polvilhados de fantasia para decorar (os enfeites são essenciais para o êxito desta receita).
(Nota: Esta é uma receita diferente. Não é para cozinheiros preguiçosos e exige muita dedicação e conhecimentos profundos de arte culinária. Mas compensa tudo. Experimente. Faça uma surpresa a alguém, este Natal.)
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Irresistível
É irresistível espreitar as estatísticas de vez em quando, porque se dá de caras com as misteriosas e hilariantes pistas que trazem as pessoas até ao nosso blog. Aqui ao Porta do Vento, há quem venha parar com estas:
"Você não é nenhum resumo do conto vestido"
(Nem quero... prefiro ser o conto inteiro. Mesmo nu.)
"Casamento matinal?"
(Não, amigo, obrigada. Sou noctívaga.)
"Zé aperta o laço"
(À vontade, desde que não seja no meu pescoço...)
"Devolve-me os laços meu amor"
(Desculpe, não posso. O Zé levou-os todos.)
"Pedalando eu vou"
(Então boa viagem, e veja lá não se arme em camisola amarela.)
"Ementas de luxo"
(Aqui tudo é um luxo, meu caro. O que é que pensava, hein?)
"Estátuas maçónicas"
(Perdão? Disso não temos. Deve ter confundido com o avental das ementas de luxo...)
"Filme chocolate projecto de vida"
(Vê, eu não disse? Quer maior luxo??)
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terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Humor negro
Como querem que eu respeite a política em Portugal, quando a primeira figura (triste, por sinal...) do maior partido da oposição aproveita a notícia de um crime qualquer para exigir ao primeiro ministro um pedido de desculpas ao povo pela falta de segurança no país???
Será que Menezes acha que faltam motivos SÉRIOS para apontar o dedo ao governo? Será que a demagogia mais básica se aliou de vez ao ridículo? Será que a imaginação e sentido de oportunidade de LFM não chegam a mais do que a esta miséria?
Preocupa-me a prepotência imparável deste governo, mas assusta-me ainda mais a falta de alternativas válidas.
O Bordalo é que os topava bem.
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
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domingo, 9 de dezembro de 2007
Fecha-te, Sésamo.
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Saudades de Lisboa
(Nuno Rebelo - in Mler If Dada, Coisas que Fascinam)
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sábado, 8 de dezembro de 2007
Matilde
Matilde (o marido da cabeleireira)
Acordo ensonado
(sete da manhã),
já ela se enfeita,
se pinta, se ajeita,
rói uma maçã.
Atira-me um beijo
e sai apressada,
deixando o feitiço
do corpo roliço
na licra apertada.
Entra no transporte,
empurra e refila.
Como uma guerreira
conquista a cadeira
da primeira fila.
Tão longe a cidade,
tão grande a ambição…
Sai cara a demora,
está quase na hora
de abrir o salão.
Matilde, pequena
princesa de folhetim,
que tortura, que poema,
esses gestos de cinema
à Marylin!
Dá cor e beleza
ao mundo real:
Ninguém, como ela,
faz da Cinderela
uma história banal.
Domina, com graça,
conversas ligeiras,
segredos de alcova
que enrola na escova,
com as cabeleiras.
Regressa à noitinha,
provocante e bela,
e diz-me, ao ouvido,
coisas sem sentido
que ouviu na novela.
Fico atordoado
de orgulho e ciúme,
com medo que, um dia,
tanta fantasia
leve o seu perfume…
Matilde, pequena
princesa de folhetim,
que tortura, que poema,
esses gestos de cinema
à Marylin! (Nota: A canção tem 2 títulos: "Matilde (...)" e "Nunca Mas". O imeem escolheu o segundo)
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Cimeira?
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Veja lá mas é se o Joaquim a leva por maus caminhos.
Nunca fiando...
2:18 PM
Não olhe para trás, senhora, olhe que ainda vai contra um muro!
2:33 PM
Vamos esforçar-nos um bocadinho mais nos comentários, boa? Vá lá, anónimos, vocês conseguem melhor!
3:08 PM
Terá encontrado o Joaquim de Almeida?
3:19 PM
Oh, muito pior que isso foi a minha vida antes de ter conhecido a Juliana Paes.
3:26 PM
Se tentou apoiar-se numa perna, mexer no cabelo e falar-lhe com voz doce, o mais provável é que o Joaquim seja gay, apesar da voz máscula e firme.
3:39 PM
Esse gajo é trolha?
4:02 PM
Sr. Correia, era favor esforçar-se um bocadinho mais.
4:47 PM
Se o Joaquim fosse trolha era perfeito, ainda fazia uns arranjinhos na casa; Se fosse o Joaquim de Almeida fazia ovos mexidos (julgo eu).
5:10 PM
Não é homem, CFA. Não pode ser homem, porque os homens são perfeitos por natureza. Não precisam de fazer ovos mexidos, nem precisam de fazer coisas básicas: só precisam de saber mandar fazer.
Pode até ser macho. Pode ser um peixinho vermelho. Mas o Joaquim não é homem!...
5:25 PM
J.C., lamento informá-lo de que as suas ilhas não constam da memória do meu Joaquim. E não despreze a habilidade de fazer ovos mexidos. Garanto-lhe que leva muitas mulheres à rendição.
5:52 PM
Três notas, CFA.
1. Um Joaquim sem memória é realmente para lamentar.
2. Não desprezo essa habilidade. Ovos mexidos é coisa que faço com grande qualidade.
3. Maior habilidade é levar muitas mulheres à rendição sem ovos mexidos. Não preciso de ir à cozinha, porque eu sou homem de uma mulher só. Uma de cada vez. Mas só. Ou, quando muito, mal acompanhada...
6:02 PM
Ora aí está um comentário engraçado do JC. Contei ao Joaquim e ele disse logo: "Vire à direita". Vejam e aprendam, anónimos do fundo do escalafon!
7:00 PM