O que tem de tão mágico esta pintura de Leonardo, para fazer correr rios de tinta e inspirar tantas interpretações ? Aceitam-se sugestões para o mistério.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Última ceia
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domingo, 16 de setembro de 2007
Discussões
Demorei algum tempo a perceber a mensagem, vinda das profundezas da minha consciência. Mas cheguei lá, aos poucos, entendendo o que tinha de perigoso a minha atitude. E de arrogante. E, acima de tudo, de egótico. No calor da discussão e do alto da minha razão inatacável, algumas vezes não terei percebido a fragilidade de um opositor ou o seu desespero. Algumas vezes terei esmagado alguém liminarmente, sem me deter nas razões que levavam esse alguém a defender pontos de vista que me pareciam inaceitáveis. Os porquês, as causas, os eventuais equívocos. Ciente de que dava sempre iguais armas aos meus adversários, esquecia-me de que isso não bastava para que a luta fosse igualitária e, logo, inteiramente limpa. Mas a vida foi-me ensinando a lição, e encarregou-se de limar e amaciar as minhas arestas. Aprendi, por exemplo, que a coerência não justifica tudo e que não é, por si só, um valor essencial (a História está cheia de déspotas que foram sempre coerentes). Dar o braço a torcer pode ser bem mais compensador. Parar para observar os estragos que estamos a fazer no adversário é não só uma atitude muito mais humanista como, muitas vezes, mais eficaz. Porque o humaniza também. A maturidade, que me abriu os olhos para tudo isto (não é tudo mau...) trouxe-me, como compensação dos delirantes excessos perdidos, dois preciosíssimos presentes: a calma e o humor. Ironicamente, também com eles tenho que estar alerta. Ambos podem ser mais letais do que uma faca afiada. Tenho a plena noção de que fui ganhando algum inevitável cinismo pelo caminho, mas também uma visão mais tolerante dos outros e de mim própria.
A discussão pelo prazer da discussão, confesso, sempre há-de motivar-me. A dialética é para mim uma arte apaixonante e irresistível, que os meus genes provavelmente determinaram e a profissão acabou por substanciar. Tese, antítese e síntese são labirintos que me atraem como poucas outras coisas, e a ginástica mental parece-me muito mais preciosa do que aquela que se faz nos ginásios e nos deixa o físico em forma. Nas discussões alheias, galvaniza-me o espectáculo de inteligências em exercício (quando é o caso) e desespera-me a argumentação que se apoia em truques baixos e recursos menos nobres. Acho até que a dialética deveria ser uma modalidade olímpica, sujeita às regras de ouro dessas contendas superiores. Mas matar ou morrer já não é o meu estímulo. Agora, numa discussão, o que mais me encanta é o que aprendo. E, já agora, também um resto mortal de vaidade, que me ficou: o saber que posso ter ensinado alguma coisa.
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Um presente
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sábado, 15 de setembro de 2007
O essencial
Esta ainda fresquinha, acabada de ouvir nas notícias da televisão, numa entrevista de rua no Porto, onde decorre a reunião dos Ministros das Finanças da União Europeia (ECOFIN).
Uma tripeira avantajada é abordada pelo jornalista, que lhe pergunta se sabe o que é o Ecofin. Resposta prontíssima: "Eu não... Sei o que é vinho fino, mas isso não ..."
Bem respondido, carago! O que interessa é saber o essencial.
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Rir é o melhor remédio
Uma boa gargalhada para o fim de semana. Obrigada, Azia.
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My Sweet Lord
«Gently Weeping
Hoje acordei querendo ser a guitarra do George Harrison. Gentilmente derramaria lágrimas como há muito não faço.
O primeiro pranto seria por saudades acumuladas, feridas abertas não cicatrizadas. Depois choraria o que não consegui fazer, tempo perdido, desperdiçado, jogado fora, menino preguiçoso desde sempre. Lamentaria então, baixinho, os momentos mal vividos onde, enredado em antecipações, todo expectativa, fui mais uma vez criança. Lastimaria o sono que não dormi, sonhos esbanjados em preocupações tolas. E com cuidado, para que não ouvissem esse carpir silente, derramaria algumas lágrimas de ódio e estaria, finalmente, bem mais feliz.
I look at the world and I notice it's turning
While my guitar gently weeps
With every mistake we must surely be learning
Still my guitar gently weeps
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sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Ora aí está!
«Por um Tibete livre Percebe-se o melindre que provoca a visita do Dalai Lama a Portugal, mas o país deveria enviar um sinal muito mais forte aos tibetanos e aos chineses. Em especial este país, que tanto pugnou nos areópagos internacionais pela autodeterminação de Timor-Leste. Uma audiência com a comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros é claramente insuficiente, e, por isso, não ficamos lá muito bem na fotografia. »
Encontrado no Abencerragem, do Ricardo António Alves. Subscrevo, e acrescento: A bandeira da independência sempre foi especialmente cara aos portugueses (à excepção de Saramago, claro, mas esse felizmente não tinha voto na matéria quando tivemos invasões). Porquê este "assobiar para o lado" quando se trata do Tibete, tenha a opressão chinesa os anos que tiver?
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Gripe
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quinta-feira, 13 de setembro de 2007
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Comparações
COMO SATISFAZER UMA MULHER:
27. Defenda-a
38. Faça uma surpresa
54. Sonhe com ela
COMO SATISFAZER UM HOMEM:
01. Traga uma cerveja gelada.
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No problem!
Com um sorriso simpático e a habitual simplicidade que o caracteriza (e muita gente confunde, erradamente, com ingenuidade ou mesmo infantilidade) foi dizendo algumas verdades incómodas aos microfones da SIC: que o que o move é a paz e a harmonia entre os povos, e não as honrarias de um reconhecimento oficial nos países por onde passa; que os governos raramente fazem o que deviam quanto aos nobres objectivos humanitários com que ganham eleições; que a última coisa que quer é causar embaraços aos governantes, e que está habituado a estes constrangimentos políticos (o respeitinho à China é muito bonito, nada de provocar a potência que já está a dominar o mundo...).
Enfim, o Dalai Lama deu a todos nós uma lição em todas as frentes, própria de um homem inteligente e sábio que mereceu, por alguma razão!, a atribuição de um Nobel da Paz. E ainda demonstrou ter sentido de humor, ao afirmar que o tinham convidado e pago o bilhete, que era o mais importante.
No problem!, disse ele, sorridente, e percebe-se nessa simples declaração como este homem está acima das menoridades humanas.
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Maus exemplos
- Ou tem informações secretas e privilegiadas (que ninguém mais conhece) sobre o desenvolvimento e possível desfecho deste caso, e a atitude é de antecipada defesa de futuros ataques mediáticos inevitáveis (feio, feio).
- Ou, simplesmente, já julgou e condenou os pais de Maddie pelas últimas pistas descobertas, antecipando-se à justiça e negando-lhes o direito à presunção de inocência até prova em contrário (ainda mais feio).
Qualquer das hipóteses lhe fica muito mal. A primeira revela inconfessáveis promiscuidades com os poderes encobertos, desprezando em absoluto as instituições democráticas. A segunda denuncia uma falta de humanidade gritante, uma fuga do barco antes mesmo que a borrasca se declare. E ambas, sem outra interpretação possível, nos mostram uma Mãe que abandona os seus filhos em apuros, sem amor nem caridade, pensando só em si própria. "Que atire a primeira pedra quem nunca pecou". Não foi esta a mensagem de Cristo? Não deveria ser esta a posição do Vaticano? É da Igreja Católica que se trata, nada menos. Entristece-me o mau exemplo.
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terça-feira, 11 de setembro de 2007
Memória
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Bicicletas III
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Coração de chocolate
Eu já sabia que o meu coração é feito de chocolate, mas o que não sabia é que isso me poderá evitar um ataque cardíaco. E não só, segundo este artigo. Também me pode reduzir o risco de doenças das artérias coronárias em 5 por cento e todas as causas de mortalidade em 4 por cento. Todos os meus remorsos se eclipsaram, todos os meus argumentos para continuar chocoólica ganharam novo fôlego.
Embora se diga - e geralmente seja verdade - que tudo o que é bom "ou faz mal ou é pecado", o chocolate parece ser a excepção à regra, no que toca à saúde. E, se é pecado, eu sou uma pecadora confessa e sem remissão. Pior ainda: sem nenhuma vontade de ser salva do fogo do inferno. Haverá melhor coisa do que pecar??
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Ilha das Pombas
São livros.
Velhos tomos abandonados
guardando no silêncio das páginas
O pescador que não voltou
bote e alma vazios, eterno espanto.
A noiva que em vão picou os dedos
naquele vestido branco
que era um sonho bordado,
e nos pontos cruzados se perdeu.
O poeta que ouviu um dia um não mais duro
e se lançou voando,
asas presas para sempre no azul sem fim.
O menino que falava com as gaivotas
e com elas se ria do futuro.
Os amantes que tanto prometeram
e tão pouco cumpriram, afinal.
Os amigos que fizeram um pacto de sangue,
um por todos, todos por um…
São livros.
Orgulhosos e belos,
encostados ao tempo,
amparando-se no tempo
e com ele resistindo, resistindo
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007
30 segundos
(Miguel Torga)
Em comunicado divulgado hoje a propósito do «Dia Mundial da Prevenção do Suicídio», a OMS lembra que este problema social atinge actualmente «índices extremamente elevados». O dados da OMS indicam que a percentagem de suicídios no mundo nos últimos 50 anos aumentou em 60% - sobretudo nos países em desenvolvimento - e que o suicídio constitui actualmente «a terceira causa de mortalidade na faixa etária dos 15 aos 34 anos».
A organização da ONU sublinhou, no entanto, que a maioria dos suicídios «são cometidos por adultos», lembrando ainda que cada vez mais um maior número de idosos decide acabar com as suas vidas. Segundo as estimativas da OMS, por cada suicídio cometido com sucesso registam-se pelo menos outras vinte tentativas falhadas, que resultam em graves lesões e graves sequelas emocionais, tanto para o suicida como para a família e amigos deste.
Os últimos dados referentes às mortes por suicídio em Portugal do Instituto Nacional de Estatística (INE) são de 2005 e indicam que os suicídios no país têm vindo a diminuir constantemente nos últimos anos. Segundo os dados do INE, em 2005, contabilizaram-se um total de 910 casos, contra os mais de 1.100 registados anualmente desde 2002. Do total de 910 casos registados há dois anos, um total de 858 ocorreram no Continente, 14 no arquipélago dos Açores e 38 na região da Madeira, segundo os mesmos dados.
Assim, em 2005, os valores relativos às mortes por suicídio baixaram para 8,6 casos por cada cem mil habitantes, enquanto que, em 2002, o valor era de 11,52 óbitos por cem mil habitantes.
Para lutar contra o suicídio, que, segundo a OMS, afecta «todos independentemente da idade», é necessário que se criem estratégias de prevenção e que «o suicídio não seja considerado um tabu ou o resultado de crise pessoais ou sociais, e sim um indicador de saúde que evidencia os riscos psicossociais, culturais e meio ambientais susceptíveis de prevenção», segundo a OMS.
A OMS sublinhou a importância de reforçar programas para identificar e prevenir o comportamento suicida, afirmando que a maioria dos mais de 1,1 milhões de suicídios por ano poderiam ser evitados, se fossem adoptadas medidas adequadas que garantissem tratamento adequado às pessoas que sofrem de distúrbios mentais ou medidas que dificultassem o acesso dos potenciais suicidas a métodos para pôr fim à vida. A depressão, os transtornos bipolares, o abuso de drogas e álcool, esquizofrenia, antecedentes familiares, contextos socioeconómicos e educacionais pobres ou uma saúde física frágil, são os principais factores que se antecedem ao suicido, segundo um estudo da OMS, publicado em 2006.
Diário Digital / Lusa
10-09-2007
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Pérolas na Blogosfera VI
Não gosto que me peçam desculpas, nunca gostei. Prefiro que se dêem ao trabalho de não repetirem os mesmos erros, as mesmas faltas, os mesmos delitos de sempre. Por isso mesmo, nunca peço desculpa. Desculpa-me, pois, que não te peça desculpa por não aceitar o teu pedido de desculpas. »
Imagem: Quino.
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domingo, 9 de setembro de 2007
O desafio da Blogosfera
Porque há mesas para todos os gostos: desde as elitistas dos cafés chiques, onde o grupo está formado, de pedra e cal, e ninguém mais pode perorar (são os blogs que não admitem comentários) até às mais saloias dos cafés de bairro, em que cabe sempre mais uma cadeira, por isso qualquer desbocado pode entrar na tertúlia e dizer alarvidades de sua justiça. Entre estes dois extremos, há variações possíveis e interessantes. Por exemplo, a de pôr na rua, sem contemplações, os convivas que não saibam comportar-se à mesa, sorvam o café com barulho, palitem os dentes ou agarrem na xícara de dedinho empinado, enquanto dizem baboseiras. O Porta do Vento tende para esta opção intermédia, mas, como ainda anda nesta vida de cafés há pouco tempo, por enquanto bebe uma bica aqui, um galão acolá. E assim, de mesa em mesa, há-de encontrar os seus pares e fazer um dia a sua.
Até lá, todos poderão vir dar uma espreitadela e dizer como gostam da torrada. E, porque hoje é domingo, a bica é por conta da casa.»
Publiquei o post acima há pouco mais de três meses, quando dava os primeiros passos neste fantástico mundo que é, realmente, a Blogosfera. Estava ainda a tactear terreno para construir aquilo que seria o meu roteiro diário de hoje em dia, um passeio por vários blogs que me ensinam, me provocam, me fazem pensar ou, simplesmente, me divertem. Que, enfim, me enriquecem.
Desde logo me galvanizou esta comunhão gratuita e livre de Conhecimento, em que gente muito qualificada nas suas variadíssimas áreas tem a generosidade de partilhá-lo e até de discuti-lo com quem se disponha a isso. No mundo actual, em que ninguém dá nada a ninguém sem alguma contrapartida, esta atitude parece-me muitíssimo saudável. E pouco me importa que alguns blogs ditos "de culto" sejam meros exercícios de exibição de plumagens, de pirotecnia narcísica. Primeiro, porque mesmo com alguns desses narcisos bloguistas se aprende (quanto mais não seja, a não cair na tentação de imitá-los) e depois, porque o polegar que aponta para cima ou para baixo é sempre o nosso, ou seja, temos sempre a liberdade de escolher quem queremos visitar ou não.
É gratificante seguir raciocínios inteligentes dos jornalistas, académicos, analistas e escritores que dão a cara na blogosfera, sabendo-os livres de baias, pressões e linhas (e sobretudo entrelinhas) editoriais. Mesmo os que usam pseudónimos acabam por revelar-se, de uma maneira ou de outra. Nos blogs discutem-se temas fundamentais ou apenas se trocam brincadeiras, que dão colorido e tornam mais suportável o cinzento aparentemente irremediável que tomou de assalto os dias que correm.
Disseram-me que me saturaria em pouco tempo, mas, pelo contrário (e apesar de estar numa fase de trabalho intenso e muito absorvente), o prazer e o interesse não diminuiram. Pior: de um blog inicial (o Porta do Vento foi o primeiro), já estou envolvida em mais três! E em todos eles fiz alguns amigos, com quem, de outra forma, teria remotas hipóteses de trocar ideias (alguns deles estão do outro lado do oceano). É discutível este conceito de amizade? Tudo é discutível, mas não vejo porque não se possa chamar amizade a esta proximidade diária, muitas vezes quase íntima, em que se descobrem afinidades com pessoas reais (e não com um qualquer nick de personagem imaginária, como nos chats). Se o conceito de família se alterou com a evolução dos tempos, e hoje se aceitam como tal núcleos familiares inimagináveis ainda há poucos anos, porque não o de amizade? Claro que só acontece com alguns, de entre os que nos lêm e que nós lemos, mas, às vezes, a troca de ideias passa da esfera pública (o blog) para a privada (o e-mail), e mesmo para o conhecimento "em carne e osso" dos novos amigos. Não vejo nisso nenhum mal. Comigo aconteceu uma coisa ainda mais curiosa: reencontrar velhos amigos no éter, amigos de quem não sabia nada há anos.
Mas não são só os amigos. É também o insondável mistério dos desconhecidos. Espantosamente, este blog teve 5.000 leitores em menos de 4 meses, e mais 1.000, ultimamente, numa só semana! As preciosas e sofisticadas maquinetas que hoje existem à disposição dos bloguistas, permitem-me saber que esta gente está um pouco por todo o mundo, o que é ainda mais aliciante.
A frase que postei numa das minhas últimas "curtas": Um blog sem comentários é como um jardim sem flores, foi uma espécie de provocação aos blogs mais elitistas, que não permitem a interacção que torna a blogosfera neste interessante mundo de partilha de ideias. O eco que provoca aquilo que escrevemos é, para mim, o mais compensador prémio deste meio de comunicação. Não me imagino num interminável monólogo, imune a críticas e opiniões imediatas. Para isso, prefiro escrever um livro.
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sábado, 8 de setembro de 2007
Bette Davis, the one and only
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E.un.genio Salvador Dali
Dali se desdibuja
tirita su burbuja al descontar latidos
Dali se decolora
porque esta lavadora no distingue tejidos
el se da cuenta y asustado se lamenta
los genios no deben morir
son mas de ochenta los que curvan tu osamenta
"Eungenio" Salvador Dali.
Bigote rocococo
de donde acaba el genio a donde empieza el loco
mirada deslumbrada
de donde acaba el loco a donde empieza el nada
en tu cabeza se comprime la belleza
como si fuese una olla expres
y es el vapor que va saliendo por la testa
magica luz en Cadaqués.
Si te reencarnas en cosa
hazlo en lapiz o en pincel
y Gala de piel sedosa
que lo haga en lienzo o en papel
si te reencarnas en carne
vuelve a reencarnarte en ti
que andamos justos de genios
"Eungenio" Salvador Dali.
Realista y surrealista
con luz de impresionista y trazo impresionante
delirio colorista
colirio y oculista de ojos delirantes
en tu paleta mezclas misticos ascetas
con baionetas y con tetas
y en tu cerebro Gala Dios y las pesetas
buen catalan anacoreta.
Si te reencarnas en cosa
hazlo en lapiz o en pincel
Y Gala de piel sedosa
que lo haga en lienzo o en papel
si te reencarnas en carne
vuelve a reencarnarte en ti
que andamos justos de genios
queremos que estes aqui
"Eungenio" Salvador Dali.
Nota: Esta canção - E.un.genio Salvador Dali - do grupo espanhol Mecano, é uma bonita homenagem a um pintor que é uma das minhas paixões. Reparem na letra, um poema belo e certeiro. Os Mecano têm outras músicas dedicadas a pintores célebres, que hei-de trazer também a este espaço.
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Rui Pedro, o parente pobre (III)
Cada vez com mais razões para isso, pela 3a vez aqui repito este post. E não será ainda esta a última vez que o farei. Ofereço à mãe do Rui Pedro, com muito gosto, esta possível tribuna para divulgar o seu apelo. Que o meu insignificante contributo possa servir-lhe para alguma coisa.
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Confusões
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sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Cafeitona
Quem disse que os alentejanos só gostam de dormir?
No SOL, acabei de ler a mais extraordinária das notícias: nesta era em que a transgenia está na ordem do dia, o Alentejo faz questão de não ficar na cauda da Europa. Sabendo que há que acompanhar os tempos com criatividade e inovação, mas ao mesmo tempo manter a identidade e a cultura que distingue cada região, Campo Maior agigantou-se no ranking mundial e criou uma azeitona com sabor a café (!!!!). Será que vão chamar-lhe Cafeitona?
- Salmoriço - chouriço com sabor a salmão.
- Lagostigas - migas com sabor a lagosta.
- Sushiada - feijoada com sabor a sushi.
- Sorbecinho - toucinho com sabor a sorbet.
- Sericanga - sericaia com sabor a manga.
Tudo isto, claro, regado com um bom Gintol - um gin tónico com sabor a tintol.
E viva a criatividade à portuguesa!
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quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Nobre linhagem
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O crepúsculo de um deus
Adenda: O desfecho era previsível. Pavarotti morreu hoje de manhã (6 de Setembro), aos 71 anos. A música perde uma das suas grandes figuras, em todos os sentidos.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2007
String Fever
Em tempos de crise, um instrumento para 4 músicos já não é nada mau. Veja-se como eles o fazem render...
Nota: Encontrado no Cão com Pulgas, do Pedro Aniceto.
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Na qualidade de falecido
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segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Mais do mesmo
A conversa é a mesma de sempre: o mito, a traição, a beleza, a infelicidade, a incompreensão, a monarquia versus república. Mas o tema é tão consensual que a moderadora se sente na obrigação de lembrar a um dos participantes: "Olhe que pode discordar à vontade!...". Os convidados aplicam-se, ainda tentam dizer alguma coisa interessante que ninguém tenha dito até hoje: missão impossível. Em 10 anos, tudo já foi dito. Blá, blá, blá. Ridículo. Bocejo à terceira frase. À quarta, desisto. Fico a pensar no que fará Jorge Coelho naquele painel.
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domingo, 2 de setembro de 2007
Dúvida
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Chocolate
O Cacau Clube de Portugal, uma curiosa associação de apaixonados por chocolate de que sou sócia, vai promover já no próximo mês, em parceria com a Câmara Municipal de Cascais, um conjunto de eventos a que chamou O Chocolate em Cascais. Aqui pode consultar o programa e encontrar tudo o que quiser saber sobre esta saborosa iniciativa. Haverá conferências, exposições, workshops, demonstrações práticas de como se trabalha o chocolate, degustações (esta é a melhor parte...), enfim, uma variedade de eventos que visam promover o chocolate e ensinar as pessoas a conhecê-lo e utilizá-lo melhor. 
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Amor vermelho
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O estranho mundo dos pimbas II
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O que der e vier
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sábado, 1 de setembro de 2007
Flautista precisa-se
Pelo sim pelo não, acho que devíamos contratar já um bisneto do flautista de Hamelin. E, já que cá vem, aproveitar o cachet e pedir-lhe para levar também os ratos que por cá andam, sobretudo os que se acham donos dos nossos celeiros.
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Triplos parabéns - II
E já que o número 3 está curiosamente ligado a estas vitórias, porque não mais uma, seja onde for? Não há duas sem três, dizem. Nota: O meu amigo ML, leitor atento e entendido em desporto (pelo menos mais do que eu, o que não é nada difícil), alertou-me para o erro que aqui estava antes - Vanessa Fernandes não ganhou a sua medalha de ouro em Osaka mas em Hamburgo, até porque a modalidade de triatlo não faz parte do calendário dos Mundiais de Atletismo. Por isso também este post foi modificado, espero que agora sem erros grosseiros. A César o que é de César. E já que voltei a este assunto, fez-me impressão ver os números tatuados nos braços e nas pernas das atletas de triatlo, na prova de Hamburgo. Para que servirá aquilo, se no equipamento já têm o número estampado? Não sei porquê, lembrou-me o ferrete dos antigos escravos ou a marca indelével de quem passou pelos campos de concentração nazis.
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