quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

A kiss is just a kiss?

(Casablanca)

Aqui discute-se se um beijo é apenas um beijo, ou não. Não resisti a trazer para aqui o assunto, porque sobre isto não tenho a menor dúvida: um beijo, consentido e com sentido, nunca é "só" um beijo. É um vocábulo explícito, de uma linguagem planetária e inequívoca. Encerra sempre, num molde indestrutível, o desejo que o forjou. Traz em si memórias de beijos sonhados e expectativas de beijos futuros. E mesmo que não tenha passado nem futuro, cada beijo é, por si só, um universo.

13 comments:

Sofia disse...

Estamos muito românticas hoje...

Do que tu me foste lembrar, agora já não me sai da cabeça e vou passar o dia a cantá-la! Ai que saudades... Vi uma vez o Virgílio Castelo a cantar isto no teatro Aberto, num musical ('Encontro com a Rita Hayworth')... fabuloso!

E um beijo quase nunca é 'só um beijo... Pode ser um beijo de desejo, de prazer, porque é o que apetece... e mesmo quando é um beijo roubado, quando é bem roubado... pode não ser 'só' um beijo!

beijinhos

Margarida disse...

A imagem, sim, e o excelente texto que a ilustra. Simples, incisivo. Devastador. Como aquele beijo. Imaginado, mil vezes desejado. Único, e tantas vezes repetido. A vida também se faz destas causas. E por causa delas. É por essas, e por outras, que aqui páro, um pouco, todos os dias. Com gosto. Comparável, acredito, ao próximo beijo que o vento me trouxer. Consentido. E com sentido. Um universo. Só por si.

O Réprobo disse...

Querida Ana,
como noutros tempo e blogue expus, em link que deixei nos comentários da caixa que visitou, muita vez o beijo será elipse e sinédoque. Como em «Casablanca», onde o desmentido das palavras da canção é, sublime e dolorosamente, trazido pelas imagens da Memória e do Desejo.
Beijinho

av disse...

Queridos Sofia, Margarida e Paulo: Como diria a grande Florbela, quem disser que eu não tenho comentadores de luxo... é porque mente!!

Beijos a todos

musqueteira disse...

...há em todo o beijo sentido e consentido o futuro/presente do tão desejado beijo. não há beijo que se beije parado na tela dum pintor.;)um bom dia.

adelaide amorim disse...

Breve tratado do beijo devia ser o nome desse post, que diz praticamente tudo sobre o tema ;)
E que filme, que can�o!
Beijo pra voc�.

Hetie & Claudio disse...

Beijo. O primeiro contato com alguem que se ama, se quer e se deseja... nao, beijo nao eh apenas um beijo. Um beijo encerra a alma em seu mundo...

(e, apenas mais um comentario, se me permitem... que mulher linda, nao? ainda bem que naquela epoca a cirurgia plastica ainda nao era tao popularizada, senao era bem capaz dela ter perdido essa beleza para a vaidade alheia...de uma olhadinha no meu blog, o post que diz...they make us believe....bye)
beijinhos amorosos...Hetie

João Paulo Cardoso disse...

Cara Ana,estiveste muito bem neste "Breve Tratado do Beijo", como disse a Adelaide.

Não posso concordar mais com a seguinte ideia: Um beijo consentido e com sentido é todo um universo.

Quanto às saudades de Bergman, Hayworth, Garbo e muitas outras é só esperar por Maio e por um blogue que pretendo vir a ser de culto.
E nada menos do que isso.

Beijos.
Com sentido.

JuliaML disse...

Ana,

Parafraseando Camões "mais vale experimentá-lo que julgá-lo" aqui querendo escrever "dize-lo".

Já toda a gente disse tudo. Ainda bem pq, hoje nem teclar Tambem gosto de ler o Paulo e os vossos posts sobre o tema completam-se.

beijinho

Anónimo disse...

Lindo este filme!Concordo um beijo é um UNIVERSO!!!
Tixa

av disse...

Musqueteira, realmente não há beijos estáticos que se comparem aos animados!!

Exagero seu, querida Adelaide: não pretendi escrever um tratado (nem mesmo um mini-tratado...) sobre o beijo. Até porque um beijo é tudo isto e MUITO MAIS!

Hetie, obrigada. Acho que tem razão quanto às belezas desse tempo, eram mais naturais. Mas, também essas, só não melhoravam o que não podiam ou ainda não se fazia...

JP, fico à espera, ansiosamente, desse universo cinéfilo que estás a preparar em segredo... um blogue de culto, e nada menos que isso?? Muito bem, gosto de ver: o Calimero virou tigre!

Acho tens toda a razão, Júlia: mais vale experimentá-lo que julgá-lo (sempre certa, amiga!).

Tixa, bem vinda a este universo beijoqueiro. E concordo, este filme é mesmo um must.

Beijos a todos

Capitão-Mor disse...

Teremos sempre Paris! :)

av disse...

Nem mais, Capitão!