domingo, 21 de outubro de 2007

Caramels, bonbons et chocolats

A propósito de chocolates, vejam esta pérola que eu encontrei. Quem se lembra disto?

11 comments:

Ana disse...

EU, EU, Eu, eu!!!!

Dalida e Alain Delon. Aquele parvalhão tão bonito e vidrado numa gorda austríaca de seu nome Romy Schneider, em detrimento de mim, tão magra e tão gira. Definitivamente, entre 18 e 20 anos o movimento de rotação da terra, efectua-se no orifício do nosso umbigo.

Paroles, paroles, paroles, e Ciao amore ciao eram cantadas por nós com frenesim, numa de emancipadas.

Mas o must da Dalida, para nós, era o Gigi l'amoroso. esse era tocado e cantado até à exaustão.

Poder cantar

"Et les femmes étaient folles de lui, toutes
La femme du boulanger, qui fermait sa boutique tous les mardis pour aller...
La femme du notaire qui était une sainte et qui n'vait jamais tromper son mari auparavant
Et la veuve du colonel
La veuve du colonel qui ne porta plus le deuil parce qu'il n'aimait pas le noir
Toutes, je vous dis..."

era quebrar um tabu, era parodiar (??) com tudo o que estava estabelecido. Fazia bem ao fígado e ao ego.

Obrigada Ana, por fazer-me sorrir hoje.

Ana Lobo da Costa

ana vidal disse...

LOL!!
Ainda bem que a fiz sorrir, Ana. Que bom! Lembro-me bem de tudo isso (embora fosse ainda muito miúda), e confesso-lhe uma coisa: o meu quarto no colégio era forrado (não estou a exagerar, era mesmo FORRADO) de cima a baixo com fotografias do Alain Delon. As freiras passavam a vida a mandar-me tirar aquilo tudo (só aprovavam posters com o pôr-do-sol, paisagens, etc.) mas não tinham sorte nenhuma, e cá para mim até gostavam também, embora não admitissem...
E agora um pormenor que pouca gente sabe: quem lançou primeiro a Dalida, que era uma egípcia desconhecida de todos, foi a nossa Amália!

Um beijo para si, homónima.

JG disse...

Les souvenirs se fanent aussi
quand on les oublie
Tu es comme le vent qui fait chanter les violons
et emporte au loin le parfum des roses.
Caramels, bonbons et chocolats
Par moments, je ne te comprends pas.


Dansei tanto ao som desta música nos bailinhos particulares com um gira-discos de 33 rpm no salão pequeno da sociedade recreativa lá da minha santa terrinha!!!! Eram aos sábados à tarde e o dono do gira-discos casou-se com uma lambisgóia mal-encarada e acabaram-se os bailes.

Passaram-se os anos e a mulher continua lambisgóia e mal-encarada. Mas agora tem razões: o dono do gira-discos mandou-a fazer má cara para quem ela quisesse menos para ele.

Os bailes, esses, nunca mais se fizeram, a Dalida morreu e pronto...

Tira, leva, armazena, empilha todas as bicicletas que quiseres. Tenho uma colecção delas. Vou passar a postar uma de vez em quando para que dês largas a essa tendência clepto.

Bjjj

ana vidal disse...

Ah, JG, muito obrigada!!
E eu retribuo, prometo, com mais preciosidades destas, que te façam lembrar os saudosos tempos dos bailinhos... deal?

Bjs ;)

rv disse...

Oh Ana, a modos que somos mesmo um bocadinho cotas, não? Estou escandalizada: nós podíamos achar piada a esta pirosíssima cena da cama?
Fez-me lembrar a a campanha brasileira sobre os malefícios do tabaco (leia-se IMPOTÊNCIA) nos maços de cigarros a 1ª vez que fui ao Brasil. O casal e a cama nessa fotografia eram igualmente foleiros, só que, por razões óbvias estavam com um ar muito mais chateado!

ana vidal disse...

Achei este filmezinho delicioso, de tão kitch que é!! E o pijama dele??!! Como é que nós podíamos achar isto o máximo, realmente?

Mad disse...

Eu também me lembro! É o que dá ter três irmãs MUITO mais velhas que eu. Levei com esta porcaria durante décadas.

Mas a história das fotografias do Alain Delon é verdade. Ela tinha tudo forrado, não era só o quarto. Mas cheira-me (é só uma vaguíssima impressão!) que era porque te fazia lembrar alguém, não era, maninha? Conta lá à gente!

ana vidal disse...

Eh... não exageres! São só mais uns aninhos... poucos... coisa mínima... quase nada comparado com a idade do cosmos!

É verdade, confesso: a versão portugesa do Alain Delon já nessa época me dava muito que fazer... e lá que eram iguaizinhos, isso eram.

rv disse...

Eh lá... Juro que não tinha reparado no pijama. É liiiindo, iiiiirra!
Pronto, tás desculpada, mas eu acho que a versão portuguesa (...) nunca teve o arzinho (é mauzito..)do Alain Delon neste filme. Ok, ele também não teria um pijama destes e eu também nunca o vi de pijama... Estava a brincar!!!

ana vidal disse...

Pera aí, Rosarinho: este do filme NÂO É o Alain Delon. É vagamente parecido, mas falta-lhe... tudo! O Alain Delon só aparece no poster que ele tem na mão, logo no princípio do filme. Mas prometo pôr aqui uma fotografia do special one (como diz o Mourinho), para tu te lembrares.

rv disse...

Pronto, pronto, sorry, prima. Tens razão: vendo melhor, aliás muito melhor, e depois de ver as fotos do PRÓPRIO, não há dúvida: este não é o Delon. Devo ter ficado ofuscada pelo pijama.
E a propósito...?!?!!! Esqueceste-te de alguma coisa?
Agora vou ali ao Juro, pedir satisfações à tua irmã que ela disse qualquer coisa sobre mim tipo "esparvoeirice"!?
Bj