sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

No arame

A vida é um arame sem rede.
A rede é um arame sem vida.

9 comments:

miguel disse...

...mas a vida não salva redes, enquanto as redes salvam vidas!!!

manuel teixeira disse...

Vá lá Ana. Donde concluis que...
É que a conclusão é que é o importante, minha linda.

av disse...

Miguel,
Bem respondido! Nem sempre é melhor o que é mais seguro (há que voar sem rede, às vezes, para se chegar mais longe), mas percebo o que queres dizer e tenho que concordar que o que dizes é verdade, na maior parte das vezes.

Manel,
Ora seja muito bem (re)aparecido, meu amigo! Onde tens andado, pode saber-se?

Quanto à tua questão: a conclusão não é o mais importante, para mim. Claro que posso dizer-te a minha, mas não me parece que seja isso o que mais interessa aqui. E ela pode ser diferente para cada um de nós, partindo das mesmas premissas. Acho que as perguntas são sempre mais importantes do que as respostas. Palpita-me que não respondi ao que querias saber... verdade?

Huckleberry Friend disse...

Gosto sempre destas curtas, Ana! A verdade é que vida há só uma, pelo menos no crer deste teu amigo. Pouco tempo para tudo o que desejamos, com a agravante de sermos peritos em desperdiçar algum - demasiado. Passar o que sobra dentro da rede? Thanks but no, thanks. Voar mais longe é possível. Com rede por baixo (não à volta) é mais seguro e, na maioria dos casos, preferível. Mas é melhor não estarmos sempre a olhar para ver se ela lá está. Beijinhos!

av disse...

Huck,
É isso mesmo: enquanto estamos sempre à procura de redes que nos protejam, a vida vai passando... e não volta.
Mas também, depois do magnífico jantar de ontem, estaria disposta a concordar contigo mesmo que dissesses o contrário!
Beijinhos

Capitão-Mor disse...

Ou um trapézio sem rede...
Bom fds!

av disse...

Para ti tb, Capitão.

betty boops disse...

'A vida é um arame sem rede', sem dúvida. A certeza da não-rede abaixo do nosso arame dá mais força para o caminho, mais coragem para o andar para a frente e até mais equilíbrio! Não quero com isto dizer que caminhemos sós, mas que são estas caminhadas aventureiras que nos levam mais longe, creio! Às vezes sabe bem termos mais do que uma rede, um colchão que nos recebe, mesmo depois de já termos caído... Não lhe parece?

Belo blogue, o seu!
Um beijinho

av disse...

Betty,
Obrigada. Claro que sabe muito bem um colchão que nos ampare as quedas, ou que nos acolha depois de algumas delas nos terem deixado partidos em bocados. Mas, sem ter pelo menos tentado o arame e todo o risco que ele envolve, é difícil apreciar devidamente o colchão... não lhe parece?

Bjs, volte sempre.