domingo, 23 de dezembro de 2007

Postal de Londres


Que estranha perversão sociológica pode levar a que um ser humano, adulto e racional, considere uma honra e um orgulho esta auto-condenação a uma não-vida de imobilidade total, tendo como alternativa falar, rir, chorar, saltar, abraçar, enfim, VIVER?

Para mim, a vida dos guardas reais parece-se muito com um infindável ensaio geral para a morte, um papel que qualquer um de nós desempenhará tão bem como eles, afinal, e de improviso.

2 comments:

adelaide amorim disse...

Interessante essa observação, Ana. Sempre pensei mais ou menos isso: é um escândalo, não?
Grande beijo.

Capitão-Mor disse...

Desejo-te um Feliz Natal com muita paz e alegria!
Abraço ultramarino!