sábado, 8 de setembro de 2007

Rui Pedro, o parente pobre (III)


Cada vez com mais razões para isso, pela 3a vez aqui repito este post. E não será ainda esta a última vez que o farei. Ofereço à mãe do Rui Pedro, com muito gosto, esta possível tribuna para divulgar o seu apelo. Que o meu insignificante contributo possa servir-lhe para alguma coisa.
Aqui está o texto inicial:
«Não posso deixar de colaborar nesta campanha pelo Rui Pedro. O caso da menina inglesa, com a gigantesca mediatização que envolveu e com os apoios que mobilizou um pouco por todo o mundo, obriga-me a esse acto de mera justiça e solidariedade.
Tenho assistido, como todos os portugueses que vêm televisão, à incessante batalha desta mãe, impotente mas nunca vencida. Sem recursos, sem divulgação mediática internacional (mesmo a nacional tem sido quase inexistente), sem audiências com o Papa e sem apoios de nenhuma espécie, a mãe do Rui Pedro não permite - sempre que lho permitem a ela - que nos esqueçamos do seu filho desaparecido.
Uma mulher bonita que envelheceu à nossa vista, corajosamente exposta e inconformada. Sei que este não é o único caso de crianças portuguesas desaparecidas, longe disso. Mas a imagem desta mãe, devastada pelo desgosto e pela expectativa interminável, atira-me à cara a sorte que tive em ter acompanhado o crescimento dos meus filhos e tê-los tido sempre por perto. A mãe do Rui Pedro apenas pode imaginar, auxiliada por um retrato robot feito por um computador, como será (ou seria?) o seu filho agora. E esse simples pensamento já é insuportável.
Aqui fica, por isso, o meu humilde contributo. »

6 comments:

inominável disse...

é isso mesmo... não se pode esquecer... não permitamos que se esqueça...

av disse...

obrigada pela visita, e ajude a divulgar, por favor.

Lord Broken Pottery disse...

Ana,
Incrível a semelhança da mãe com o filho. Essas coisas me fazem sangrar por dentro.
Beijo

av disse...

É, um caso triste que nos faz sentir uns sortudos.
bjs
ana

pedro sanchez disse...

Não há dúvidas da força interior desta MÃE fantástica que merece o nosso respeito e admiração. É surpreendente a forma como esta mãe, sempre que tem oportunidade de o fazer, o faz duma forma sentida mas com uma dignidade que nos estremece o coração.
Temos obrigação em não deixar cair esta luta em saco roto.
Bem haja Ana.
Bj, pp.

Mario Cordeiro disse...

E o pior é que a desconfiança agora será cada vez maior: se alguém se queixar que desapareceu um filho, logo se irá pensar que foram os pais que o mataram.
Pobre Rui Pedro.