sábado, 8 de março de 2008

Educar é preciso

100.000 pessoas é MUITA gente.
Alguma coisa quererá dizer, não?

(Encontrado aqui.)


16 comments:

O Réprobo disse...

Torçamos para que o Sr. Sócrates junte os dois:
"Eu estou de luto pela Ministra da Educação".
No sentido de remodelada, também não desejo morte à Milú!
Beijinho, Querida Ana

Júlia Moura Lopes disse...

é isso!

é muito mais fácil substituir um Ministério do Ensino, do que 140.000 Professores.

beijo

av disse...

Pois é, Júlia, mas será que o governo percebe isso, autista como é?
Duvido.
Também não desejo a morte à Milú, Paulo! Coitada... mas bem podia ir para casa... enfim... festejar o dia da mulher, por exemplo!

JG disse...

Imaginação delirante (e ironicamente triste)
Não sou professor mas fui lá ver. E gritei as palavras de ordem à passagem. Achei que devia.

Passei a correr. Amanhã vou ao Magoito. Talvez me cruze contigo na IC16 :))))

Beijo e bom domingo

musqueteira disse...

... bom, eu da basilica da estrela ouvi o slogan que vinha do marques de pombal. grandes movimentos se esperam. ainda dizem que os portugueses se conformam com tudo. a ver... a ver... os tempos são realmente outros!

estrelicia esse disse...

Ontem pela primeira vez tive pena da ministra. A senhora ainda n�o tinha compreendido bem a situa�o: tanta gente junta mostra que a insatisfa�o � um facto incontorn�vel. Ela j� percebeu, mas vai tentar contornar. N�o sei como! O problema dos d�spotas esclarecidos � terem demasiada f� (e m� vontade!)e pensarem que os decretos actuam por milagre.

av disse...

Tamb�m tive pena dela, confesso. Vai ser, aposto, o pr�ximo cordeiro de sacrif�cio de S�crates, e teve que manter uma pose insustent�vel. O pior � que depois tudo fica na mesma...

leonor disse...

Como sou professora não tenho pena alguma da Ministra da Educação, obviamente não lhe desejando mal algum. Se nem sempre é verdade que cada um tem o que merece, desta vez é-o inteiramente. Nunca os professores se uniram em torno de um protesto, mas as razões são demasiado fortes: em Janeiro sairam cá para fora três decretos novos a implementar este ano lectivo, a avaliação de professores, o estatuto do aluno e a gestão das escolas, já para não falar do Estatuto da Carreira Docente. Cada um mais disparatado do que o outro, cheios de burocracias e formulários para preencher e com uma certa dose de preversidade. Acresce a isto o descrédito a que nos votaram, em parte por culpa de alguns de nós, e que se reflecte na sala de aula. Ontem só fiquei em casa porque estou com uma faringite :(

av disse...

Não estou muito por dentro do assunto, mas percebo perfeitamente a tua revolta, Leonor. Tenho a maior admiração pelos professores de hoje em dia, que exercem a sua actividade em condições intoleráveis. E, tens razão, este governo não tem feito nada para reabilitar a imagem dos professores. Pelo contrário, só tem deitado achas para a fogueira dos alunos insolentes e violentos.
Acho que tens razão.

leonor disse...

perversidade
Ana, o problema nas salas de aula é que os alunos já vêm com uma opinião feita sobre o professor, instigada por uma parte da opinião público e pelos próprios pais, portanto, a maior parte do tempo é passada a recuperar a dignidade. Nunca dei tantos ralhetes como este ano e nunca tinha tido alunos que me ignorassem. Se pudesse saía do ensino já.
Por outro lado, a sensatez patente no teu post e comentário não é comum a toda a gente e muitos acham muito sem ter lido os documentos ou tentar entender o que se passa.

av disse...

Quando eu disse que tive pena da ministra, referia-me só ao facto de calcular que ela vá ser friamente "largada às feras" por Sócrates, que a pôs lá e nem sequer a apoia. E que vai, tenho a certeza, tentar demarcar-se da chacina a que a condenou. Fora isso, acho que cada um tem que assumir as suas responsabilidades. Não podem ser só os louros, quando há brilharetes. E neste caso, segundo vejo, a ministra não tem muito de que se orgulhar... a não ser por aquilo que não programou nem esperava: a união em massa de uma classe profissional, contra si.

Anónimo disse...

Não desejo que a ministra seja sacrificada na ara pascal, mas deve voltar para o ensino superior, para o seu gabinete e para os seus assistentes e monitores, porque daqui ela não é.
Como a Leonor disse e muito bem, foram debitados três decretos qual deles o mais disparatado. Para além disso os alunos são insolentes e muitos vêm realmente com a cabeça feita, os pais, a esmagadora maioria não comparece nas escolas. Na minha escola não há representante dos pais nem no Conselho Pedagógico, nem na Assembleia, isto quer dizer alguma coisa.......

Esta senhora teve o condão de unir os professores, não são interesses corporativos como por aí anda em muita comunicação social.

Já leccionou um CEF Leonor, acredite que é muito pior do que se diz.
Não posso sair do ensino, e por isso vou continuar a lutar contra esta equipa, porque os dois secretários de estado da educação não são melhores!

MA

leonor disse...

MA, eu também não posso sair do ensino mas se pudesse fá-lo-ia. Nunca ensinei CEFs mas pelo que me dizem são, de facto, muito difíceis. Servem para a minsitra alardear números a todo país...

PSB disse...

As imagens da mega-manifestação de ontem são impressionantes. Pela quantidade de pessoas, pelo empolgamento, pela capaciade de organização. Até houve folclore e gaitas de foles, frango assado e garrafões de vinho tinto, à boa maneira portuguesa. Já agora, que se aproveite o passeio...
Só me chateou a politização e oportunismo político que, da esquerda à direita, se colou como uma lapa a este descontentamento, quiçá legítimo, de uma classe profissional, querendo retirar daí dividendos na guerrazinha mesquinha da politiquice caseira.
E se ponho reservas à proporção de tamanha sublevação, é porque não a consigo dissociar da teimosia de não descolarmos dos maus racios de alfabetização e literacia lusos e da inegável má qualificação dos nossos recursos humanos, principal factor do 'difícil' arranque da nossa economia.
Sendo estes dois factos verdades indesmentíveis, acho que é necessário e urgente fazer alguma coisa pela Educação neste País. É fundamental que haja reformas que invertam estas realidades.
Por muita simpatia que me mereça a classe profissional dos professores, é óbvio que têm de ser avaliados pelo seu desempenho, medido pelos resultados que atingem, como acontece a qualquer empregado de uma empresa privada.
Que tenha que haver ajustes, que tenha de haver diálogo, claro! Mas, sendo as reformas do Governo e não da Ministra que o representa, acho uma perda de tempo e de energia exigir-se a sua cabeça, tal como aconteceu com Correia de Campos, porque as directivas serão as mesmas, como na Saúde. E duvido que Sócrates, desta vez, a sirva de bandeja...

leonor disse...

O problema principal não é a Ministra, o problema são mesmo as políticas de Sócrates, às quais a Ministra corresponde por completo ou não fosse sua ministra. O que está em causa não é a necessidade de avaliação, ninguém a contesta, o problema é o processo demasiado burocrático, a falta de tempo, já que o Ministério se rege pelo calendário eleitoral, a falta de orientações por parte do Ministério e obviamente alguns items da avaliação. Não sendo o ensino uma empresa não me parece razoável e sensato que se apliquem os mesmo princípios, se se quer uma avaliação rigorosa e séria. Os meus alunos não são produtos, são pessoas que merecem mais respeito do que ser tratados como coisas, pese embora algum desencanto que já manifestei nos comentários anteriores.

Ana, peço desculpa pela usurpação da tua caixa de comentários

av disse...

A minha caixa de comentários é também um espaço de debate. Usem-na à vontade. O tema é importante e actual e é importante esclarecer quem não o conhece devidamente, como eu. Todos temos (ou teremos) filhos para educar, o assunto toca-nos a todos.